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>> Histórico de atuação do Comitê Brasileiro 38 A Conferência das Nações sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD - Rio 92), realizada em junho de 1992, no Rio de Janeiro, representou, sem dúvida, impulso decisivo para o movimento de normalização ambiental internacional. Durante a CNUMAD foi proposta a criação, junto à ISO, de um grupo especial para estudar a elaboração de normas de Gestão Ambiental. Após alguns meses de trabalho, o grupo propôs a criação de um Comitê específico e independente, na ISO, para tratar das questões de Gestão Ambiental. Em março de 1993 a ISO estabeleceu o Comitê Técnico 207 - Gestão Ambiental (TC207) para desenvolver a série de normas internacionais de gestão ambiental, a exemplo do que já vinha sendo feito pela ISO 9000 na Gestão da Qualidade. A série que recebeu o nome de ISO 14000, refere-se a vários aspectos, como sistemas de gestão ambiental, auditorias ambientais, rotulagem ambiental, avaliação do desempenho ambiental, avaliação do ciclo de vida, terminologia, projeto para o ambiente e comunicação ambiental. No segundo semestre de 1994 foi criado, junto à ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, o Grupo de Apoio à Normalização Ambiental (GANA), resultante de esforços de empresas, associações e entidades representativas de importantes segmentos econômicos e técnicos do País. O Grupo teve como objetivo, na época, acompanhar e analisar os trabalhos desenvolvidos pelo TC 207 da ISO e avaliar o impacto das normas ambientais nas organizações brasileiras. Cabe ressaltar o trabalho que foi desenvolvido pelo GANA, que através de uma participação efetiva nos trabalhos do ISO/TC207, na elaboração das normas da série ISO 14000, influiu decisivamente para que os interesses da Indústria Nacional fossem levados em consideração na referida série, evitando-se que prevalecessem as visões dos países desenvolvidos. Após o término da primeira rodada dos trabalhos do ISO/TC207, o GANA encerrou suas atividades (junho de 1998), sendo que em Abril de 1999 a ABNT criou o Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental - ABNT/CB-38, coordenado pelo Dr. Haroldo Mattos de Lemos, que substituiu o GANA na discussão das normas da série ISO 14000 a nível internacional e na elaboração das normas brasileiras correspondentes. O CB-38 foi criado com estrutura semelhante ao ISO TC207 e seus Subcomitês. O desafio do CB-38 é viabilizar, por meio da normalização, a melhoria do desempenho ambiental das empresas brasileiras, fortalecendo sua competitividade no mercado internacional, bem como consolidando a gestão ambiental na sociedade brasileira. Para, efetivamente, apresentar uma posição que represente os interesses do Brasil na questão ambiental, é fundamental a participação do mais amplo espectro da sociedade brasileira no CB-38. Por este motivo o comitê é aberto a contribuição de todos os interessados na formulação destas normas. A participação poderá ser feita sob a forma de colaboradores e torna-se muito importante porque as empresas poderão defender os seus interesses na redação dos documentos finais, viabilizar sua certificação ambiental, fortalecer sua competitividade na globalização do mercado internacional, reduzir seus custos operacionais e ampliar o diálogo com a sociedade. Para conhecer um pouco mais, clique aqui Missão Produzir e disseminar as Normas relacionadas à Gestão Ambiental, considerando o contexto internacional, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da Sociedade Brasileira.
Tornar-se uma referência internacional em disseminação dos princípios da Gestão Ambiental Como
o ABNT/CB38 se integra aos demais O Brasil
é membro fundador da International Organization for Standardization
(ISO), e nela se faz representar pela Associação Brasileira
de Normas Técnicas (ABNT) que corresponde ao Fórum Nacional
de Normalização e promove a elaboração de
normas técnicas em diversos domínios de atividades. A ABNT
é considerada como membro "P", ou seja, com direito a
voto no Fórum Internacional de Normalização.
PROGRAMA 1 - PARTICIPAÇÃO NOS TRABALHOS DO ISO/TC207 Este Programa
tem por objetivo propiciar a maior participação brasileira,
nos níveis técnico, estratégico e no gerenciamento
das atividades do ISO/TC207.
3.2 PROGRAMA 2 - ELABORAÇÃO DAS NORMAS BRASILEIRAS (NBR/ISO) CORRESPONDENTES ÀS NORMAS ISO 14000 A elaboração das NBR ISO correspondentes é um dos objetivos principais do Comitê Brasileiro. Sua publicação em sincronia e com a menor defasagem possível com relação à emissão pela ISO é uma necessidade de mercado e deverá ser perseguida vigorosamente. As normas a serem desenvolvidas serão as mesmas constantes do escopo e Programa do ISO/TC207 e do ISO/CASCO3, a não ser que, no decorrer dos trabalhos, seja detectada a necessidade de novos documentos orientativos, específicos para as condições nacionais. A estrutura
formal requerida e os procedimentos operacionais e de participação
nas Comissões de Estudo para elaboração das Normas
Brasileiras deverão seguir o estatuto e Regimento Interno da ABNT.
Em especial ressalte-se que deverão ser criados Grupos de Trabalho
mistos, junto com o Comitê Brasileiro da Qualidade - ABNT/CB-25
(e outros, quando apropriado), para desenvolvimento das revisões
das Normas de Sistema de Gestão e de Auditorias, dentro do programa
de compatibilização e integração destes documentos.
3.3 PROGRAMA 3 - PARTICIPAÇÃO NO ISO/CASCO Este Programa contempla a participação nos trabalhos do ISO/CASCO, relativos à elaboração dos Critérios de Credenciamento de Certificadores e de Avaliação de Conformidade para Sistemas de Gestão Ambiental. Após
a publicação do Guia que estabelece os critérios
mencionados anteriormente, está previsto o desenvolvimento de Guia
integrando, os critérios comuns de Sistemas da Qualidade e de Gestão
Ambiental e incorporando as experiências obtidas com os dois sistemas
de certificação. A ampliação da importância do MERCOSUL determina uma maior aproximação com os seus países membros, visando o incremento do intercâmbio de informações e a adoção de posições e posturas comuns junto ao ISO/TC207, como já vem acontecendo, mas de forma esporádica. Adicionalmente, uma visão comum e harmonizada entre estes países com relação às questões ambientais é favorecida pela adoção de normas técnicas únicas. Caberá ao Comitê assumir as Secretarias dos Comitês de Gestão Ambiental (CSM-16) do Comitê Mercosul de Normalização (CMN) e do Grupo de Trabalho de Gestão Ambiental da Comissão Pan-americana de Normas Técnicas - COPANT, cujas atividades serão basicamente através de troca de documentação técnica, complementada por uma reunião anual de dois a três dias, em um país do Mercosul ou membro da COPANT, em rodízio, para consolidação final de textos normativos, principalmente em língua espanhola. Cabe à Secretaria dos Comitês a consolidação dos comentários e encaminhamento dos textos finais às Secretarias do CMN e COPANT, respectivamente, para publicação. 3.5 PROGRAMA 5 - DIVULGAÇÃO Este programa contempla as atividades de divulgação da Série ISO 14000, para atender à demanda por esclarecimentos e informações técnicas sobre o tema e incentivo à participação da sociedade nos trabalhos do Comitê. A disseminação da Série ISO 14000 deve ser feita enfocando aspectos relacionados às Normas já publicadas e à publicar (em elaboração no ISO/TC207). As afinidades e pontos de contato com os Sistemas de Gestão da Qualidade ou de Saúde e Segurança do Trabalho, bem como o acompanhamento das implementações de Sistemas de Gestão Ambiental, suas auditorias e certificações, vêm motivando uma série de debates sobre a conveniência da integração de sistemas de gestão e auditorias e, consequentemente, realçando a necessidade de maior compatibilização entre as Normas. A ampliação do debate em nível nacional e, se necessário, internacional será um dos focos da atuação do Comitê. Por outro lado, a atual capacitação brasileira em alguns temas, tais como Análise do Ciclo de Vida e Avaliação do Desempenho Ambiental, não nos permitirá enfrentar os desafios propostos pela ampliação da utilização internacional destas novas ferramentas. O conhecimento das técnicas e dos especialistas existentes no mercado coloca o ABNT/CB-38 em uma situação privilegiada, para contribuir para a disseminação destas metodologias em nosso país. Para atender a estas linhas de atuação, serão realizados eventos técnicos, com a participação de especialistas brasileiros e estrangeiros, conhecedores dos conceitos e metodologias referentes à estas ferramentas de apoio à Gestão Ambiental, bem como através de publicações, seminários e pesquisas entre todas as partes interessadas. Além disso, deverá ser desenvolvido cadastro de empresas certificadas pela ISO 14001, similar ao existente na série ISO 9000 e publicado pelo ABNT/CB-25 (prevista parceria com este órgão). Um informativo periódico será desenvolvido em parceria com entidades interessadas, com frequência bimestral e, além dos aspectos do cotidiano da elaboração das restantes Normas da Série ISO 14000 e revisões das já publicadas, apresentará artigos técnicos, informações sobre certificações no período, cursos e seminários e outras informações de interesse geral. O Programa deverá ser auto-sustentável, estimulando-se o desenvolvimento de parcerias, como forma de ampliar o público alvo e reduzir custos. 3.6 OUTROS PROGRAMAS Outros Programas poderão ser desenvolvidos, desde que previamente acordados, pela Coordenação do Comitê Brasileiro ou, quando requerido, pelo Conselho Consultivo. >> Normas sobre Gestão Ambiental Pesquise as Normas ABNT referentes à Gestão Ambiental. >> Estrutura Operacional do CB38 A estrutura operacional do Comitê deverá espelhar a estrutura do ISO/TC207, visando facilitar contatos de mesmo nível e atribuição de responsabilidades, ajustadas às peculiaridades e necessidades de um Comitê implementado no Brasil e para assegurar a participação ampla de entidades ligadas ao seu objeto. As principais atribuições e responsabilidades dos órgãos que constituirão o Comitê seguem o regimento interno da ABNT e podem ser sumarizadas como a seguir: CONSELHO CONSULTIVO O Conselho Consultivo será constituído de todos os colaboradores que suportam financeiramente o Comitê, que corresponderão a 70% das vagas do conselho. As restantes vagas serão distribuídas igualmente entre entidades convidadas pelos colaboradores e por sócios da ABNT, escolhidos dentre aqueles inscritos no Comitê. O Superintendente do Comitê assume também o cargo de Presidente do Conselho. Suas principais atribuições serão o ordenamento estratégico das atividades do Comitê, o acompanhamento e controle dos resultados, bem como assegurar a maior participação das partes interessadas na condução dos trabalhos. COMITÊ DE GESTÃO O Comitê de Gestão é o órgão de gerenciamento das atividades do Comitê. Ele será composto pelo Superintendente do Comitê, pelos Coordenadores de Comissões de Estudo, três membros eleitos entre os participantes do Conselho Consultivo do ABNT/CB-38 (preferencialmente de participantes não representados nas Comissões de Estudo) e pelo Secretário Técnico. O mandato dos membros do Comitê de Gestão, à exceção do Secretário Técnico, é de dois anos, renováveis por mais dois anos. Suas principais atribuições serão: Programar
e coordenar os trabalhos das Comissões de Estudo, Grupos de Trabalho,
da Secretaria Técnica e Grupos de Trabalho Misto, com especial
atenção à observância de estratégia,
do planejamento e dos ritos processuais do ISO/TC 207/CASCO e da ABNT; COMISSÃO DE ESTUDO A Comissão de Estudo é o órgão de gerenciamento das atividades dos Grupos de Trabalho e sua coordenação será exercida por representante de colaboradores, indicado pelo Comitê de Gestão, após análise das candidaturas apresentadas e, preferencialmente, evitando adjudicação de mais de um a Coordenação ao mesmo colaborador. O mandato dos Coordenadores de Comissões de Estudo é de dois anos, renováveis por mais dois anos. Suas principais atribuições serão: Orientar,
programar e coordenar os trabalhos dos Grupos de Trabalho, com especial
atenção às diretrizes operacionais do Comitê
de Gestão; GRUPOS DE TRABALHO Os Grupos de Trabalho são os órgãos executivos das atividades normativas e atuam como células independentes. São compostas por representantes indicados pelas empresas e entidades que façam parte do Comitê. Suas principais atribuições são: proceder
à análise das normas propostas pelos Grupos de Trabalho
do ISO/TC207, avaliar os potenciais impactos sobre as atividades econômicas
brasileiras, propor e defender alternativas aos textos em discussão
e preparar as instruções de voto internacional, quando requeridas; GRUPO DE APOIO TÉCNICO O Grupo de Apoio Técnico será constituído por sócios da ABNT que venham manifestar interesse em participar do Comitê Brasileiro, oferecendo comentários e pareceres sobre tópicos relevantes das normas em elaboração e tendo participação preferencial nos seminários e "Workshops" a serem promovidos pelo Comitê. SECRETARIA TÉCNICA A Secretaria Técnica é o órgão de apoio para todas as atividades do Comitê, com as seguintes atribuições principais: Dar
apoio gerencial e administrativo aos trabalhos Comitê de Gestão,
Comissões de Estudo e Grupos de Trabalho; A Secretaria Técnica é constituída pelo Secretário Técnico e um grupo de apoio administrativo definido pelo Comitê de Gestão. ABIQUIM
– Assoc. Bras. da Ind. Química Aracruz
Celulose S/A Suzano
Bahia Sul Papel e Celulose S/A CBL
– Laminação Brasileira de Cobre Ltda CEMPRE
- Compromisso Empresarial para Reciclagem CNI
– Confederação Nacional da Indústria CVRD
– Cia. Vale do Rio Doce DETEN
Química S/A FIESP
– Federação das Indústrias do Estado de SP FURNAS
Centrais Elétricas S/A M.M.A. – Ministério do Meio Ambiente PETROBRÁS
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