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Esta é uma coletânea diária das notícias sobre
meio ambiente divulgadas nos mais importantes jornais do país. (Segunda-feira,
02 de Junho de 2008) ANGELA FERREIRA Em abril deste ano, a marca Google foi avaliada em US$ 86 bilhões, de acordo com uma análise feita pela consultoria americana Millward Brown, especialista em análise e de marcas. Há um ano, uma medição feita pela mesma consultoria, havia avaliado a marca em R$ 66,8 bilhões, um avanço de 30%. De forma geral, a precificação do valor da marca não se deve a sua presença no cotidiano dos consumidores, mas sim a imagem que estas companhias projetam no imaginário das pessoas, como modernidade e vanguarda. Por muitas vezes, esta projeção é tamanha que chega a superar o próprio produto ou serviço que ela representa. Muito além da marca, hoje já se fala em imagem corporativa, que deve ser estruturada por um processo contínuo. É aqui que as pessoas passam a reconhecer o produto pela marca, como são os célebres exemplos de Gillette, Maisena, Pirex, Xerox, Bombril e, é claro, o próprio Google! Desta maneira, a marca da empresa, produto ou serviço, passa a ter um valor relevante na contabilidade financeira dos ativos da empresa. Pensando nisto, o governo aprovou, em 28 de dezembro do ano passado, a lei 11.638, que estende às sociedade de grande porte (as chamadas `S.A´) disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações financeiras, e que foi ratificada, no início deste mês, pela Instrução 469 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Uma das grandes mudanças impostas por esta nova legislação é a obrigatoriedade de avaliação e contabilização do valor da (s) marca (s) destas empresas. Com o valor das marcas contabilizado, as empresas passam a ter maior transparência e credibilidade perante os investidores e o mercado em geral. O poder da marca e o da imagem corporativa deixaram de ser vagas teorias e passaram a atrair grande interesse, principalmente, da doutrina estrangeira ligada ao mercado de capitais. Com isto, há uma redução de custos e maior facilidade na captação de recursos e ganhos de eficiência decorrentes da melhor qualidade da informação. Em relações de mercado, a equidade e facilidade de comparação entre empresas concorrentes facilita os processos de fusão e aquisição de empresas e também melhora a preparação das empresas para a hipótese de ser vendida. Para a advogada Cecília Manara, sócia da Manara & Associados, escritório especializado em Propriedade Intelectual, o bom de avaliar a marca é que a marca é um sinal distintivo, que vai identificar um produto ou um serviço no mercado, e vai diferenciá-lo do concorrente. `Ela tem uma função individualizadora´, explica. `Isto porque o intangível vale muito mais do que o valor do imóvel, somente. É um instrumento de gestão que o empresário tem na mão´, completa. A avaliação do cálculo da marca vai sempre integrar avaliações financeiras e mercadológicas. `Esta avaliação leva em consideração a função e a força da marca dentro do mercado´, comenta Cecília. Ainda de acordo com Gisele, só há uma ressalva a ser feita. `A lei não dá respaldo para exatamente discriminar, na prática, como deve ser feita esta quantificação da marca´, finaliza.
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