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Esta é uma coletânea diária das notícias sobre
meio ambiente divulgadas nos mais importantes jornais do país.
Boa leitura!
(Terça-feira,
05 de Agosto de 2008)
Gazeta Mercantil
BOLSA DE VALORES SOCIAL CAPTOU R$ 1,62 MILHÕES ESTE ANO
A Bolsa de Valores Sociais e (BVS), criada pela Bovespa em 2003 para impulsionar projetos realizados por ONGs brasileiras, que a partir de abril de 2007, incluiu a área ambiental passando a denominar-se Bolsa de Valores Social & Ambiental (BVS&A), captou este ano, até julho, um total de R$1,62 milhões. No período, 13 projetos foram atendidos e ainda há 20 listados para receber recursos. A média de investimento de cada um dos projetos atualmente listados é R$ 150 mil. Desde sua criação a bolsa já arrecadou R$ 9,64 milhões e atendeu 73 projetos (sendo nove ambientais e 64 sociais), de um total de 94 projetos listados. Segundo Sônia Bruck, coordenadora de responsabilidade social e ambiental da BM&F Bovespa, o principal objetivo é estabelecer um ambiente de criação de valor que privilegie a crença em projetos que mereçam ser apoiados, de forma transparente e confiável. "A bolsa seleciona criteriosamente os projetos e acompanha a aplicação dos recursos o que dá mais segurança para o investidor", acrescenta.
A BVS&A, um empreendimento reconhecido pela Unesco como pioneiro no mundo, está sendo replicado pela África do Sul, com apoio institucional da Bolsa de Jonhanesburgo. "Seguindo a mesma analogia do mercado de ações, no qual as empresas fortalecem seus negócios através da Bovespa gerando lucros e dividendos para o investidor, as ONGs apoiadas tornam-se mais fortes e devolvem esse investimento na forma de uma sociedade mais justa e um planeta mais saudável", afirma.
A BVS&A foi "Estudo de Caso" pelo escritório do Global Compact da ONU e inovou não somente no que diz respeito aos canais através dos quais as ONGs podem levantar fundos, mas também pela criação dos conceitos de investidor socioambiental, de ação e lucro socioambiental. "O conceito é que a participação em projetos socioambientais não é uma doação, mas i investimento, cujo retorno é uma sociedade mais justa e um planeta mais saudável para todos", diz.
Energia Solar
Um dos projetos participantes da BVS&A é o mantido pela Sociedade do Sol, ONG que está no Cietec (Centro Incubador de Empresas Tecnológicas), na Universidade de São Paulo. O principal objetivo do projeto é disseminar a cultura para a produção de aquecedores de energia solar, diz o engenheiro Augustin Woelz, coordenador da ONG. Trata-se de um projeto para um aquecedor solar de água, de 200 a 1.000 litros, destinado a substituir parcialmente a energia elétrica consumida por 36 milhões de famílias brasileiras usuárias do chuveiro elétrico, em casas e apartamentos.
O projeto está sendo desenvolvido desde janeiro de 1999 e a idéia e levá-lo para toda a rede escolar. "Queremos a partir da educação das crianças ensinar os pais a construírem aquecedores solares", afirma Woelz. Seu objetivo é atingir 40 milhões de famílias e o investimento do projeto é de R$ 150 mil. "Cada KWh que deixa de ser consumido no chuveiro elétrico leva à redução de emissão de aproximadamente 0,6 Kg de dióxido de carbônico () nas novas usinas termoelétricas acionadas por gás natural, com a subsequente redução da velocidade da acumulação deste gás efeito estufa na atmosfera terrestre", conta.
"Admitindo que pelo menos 75% da energia consumida no chuveiro pode ser substituída pela energia proveniente do sol, então (1204 Kwh/família vezes 75%) 903 Kwh deixarão de ser consumidos da rede elétrica por família, por ano. Isto corresponde a uma redução de emissões de (903 Kwh x 0,6 Kg de CO2) igual 541 Kg de / ano por família", acrescenta.
Valor Econômico
EMPRESÁRIOS QUEREM MAIS MISSÕES À CHINA
RAQUEL LANDIM, São Paulo
A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Pequim para a abertura dos Jogos Olímpicos preocupa o setor empresarial. Empresas com negócios na China apóiam a iniciativa, mas estão receosas com a falta de conteúdo econômico da viagem e pedem nova visita presidencial ainda este ano ou, no máximo, no primeiro trimestre de 2009.
"A ida do presidente para defender a candidatura do Rio é importante, mas não podemos encarar como uma visita oficial", disse Rodrigo Tavares Maciel, secretário-executivo do Conselho Empresarial Brasil - China, entidade formada por empresas brasileiras e chinesas. "É impossível abrir mão da presença do governo para estreitar o relacionamento bilateral", insistiu, reforçando que uma visita presidencial tem "enorme" impacto no comércio e nos investimentos.
Da mesma forma que outros cerca de 80 chefes de Estado, Lula participa da cerimônia de abertura das Olimpíadas na sexta-feira. O governo quer utilizar sua presença como um trunfo para a campanha do Rio como sede dos jogos em 2016, mas o presidente já antecipou que também pretende tratar de outros assuntos. No programa de rádio "Café com o Presidente" ontem, ele disse que vai conversar com o presidente da China, Hu Jintao, sobre as negociações da Rodada Doha.
A expectativa do Itamaraty é que o presidente brasileiro se reúna com seu colega chinês e também com o primeiro-ministro, Wen Jiabao, na quinta-feira. Os encontros ainda não estão confirmados. Se ocorrerem, significarão uma deferência importante da China, que já anunciou que não pretende misturar assuntos políticos e econômicos com um evento esportivo. Segundo fontes próximas ao Itamaraty, Lula decidiu participar do evento na última hora e a embaixada do Brasil em Pequim teve que correr para conseguir reservar quartos em um hotel para a comitiva presidencial.
Os empresários reclamam da falta de prioridade do governo com a China, considerado um aliado estratégico. Depois da visita do presidente Lula à China e a vinda de Hu ao Brasil em 2004, ambos acompanhados por expressivas comitivas empresariais, as visitas escassearam. O vice-presidente José de Alencar foi à China em março de 2006. O ex-ministro do Desenvolvimento Luiz Fernando Furlan também esteve duas vezes no país, mas para tratar de acordos de restrições de importações.
Maciel insiste que uma visita de Lula é fundamental para implementar a "Agenda China", conjunto de ações positivas formulada por governo e setor privado. A balança comercial pode ser um sinal dos motivos do desinteresse. Em 2003, antes da primeira viagem de Lula, o Brasil teve superávit de US$ 2,4 bilhões com a China. Em 2007, amargava déficit de US$ 1,7 bilhão.
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