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Esta é uma coletânea diária das notícias sobre
meio ambiente divulgadas nos mais importantes jornais do país. (Terça-feira,
07 de Outubro de 2008) A Petrobrás Biocombustível entregou na sexta-feira a sua primeira produção comercial de biodiesel. O carregamento, com 44,78 mil litros do combustível, saiu da Usina de Candeias, na Bahia, a primeira de propriedade da estatal petrolífera a ser construída no País. A entrega faz parte da produção vendida nos leilões de biodiesel realizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Ao todo, foram vendidos 8 milhões de litros de biodiesel. A Usina de Candeias tem capacidade para produzir 57 milhões de litros de biodiesel por ano. A Petrobrás Biocombustível também conta com outra usina de biodiesel no município de Quixadá, no Ceará, e uma terceira usina, em Montes Claros (MG), está em fase final de montagem. A capacidade total de produção das três usinas está prevista para alcançar 170 milhões de litros por ano. Crise e meio ambiente frustram megaprojeto da LLX em Peruíbe O megaprojeto do Porto Brasil, na cidade de Peruíbe, no litoral sul de São Paulo, foi suspenso pela LLX Logística, empresa de logística do empresário Eike Batista. Uma das razões é a demora na obtenção de licença ambiental para o projeto, como adiantou Batista a este jornal, e a falta de aportes relevantes para o andamento do projeto. O porto, segundo estimativas iniciais, demandaria investimentos da ordem de US$ 1,9 bilhão e o início das operações estava previsto para 2012. O diretor-presidente da LLX, Ricardo Antunes explicou que o Porto Brasil era o projeto mais inicial e que diante do momento turbulento por qual passa a economia mundial, seria mais prudente a suspensão do projeto. "O momento é crítico e decidimos nos focar em projetos mais maduros", explicou Antunes. Dessa forma, a LLX concentrará suas atividades na construção do Porto do Açu, já em andamento, e no desenvolvimento do Porto Sudeste, projetos com entrada em operação prevista para 2010 e 2011, respectivamente. Assim, a LLX reduzirá em cerca de 50% a demanda de investimento total estimada em US$ 3,9 bilhões. Agora, a companhia terá que captar cerca de US$ 2 bilhões para a construção dos portos Açu e Sudeste (Itaguaí). "É importante ressaltar que temos em caixa R$ 380 milhões. A empresa está confortável no curto prazo", ressaltou o executivo. Antunes informou também que a LLX deverá fazer no segundo trimestre de 2009 um aumento de capital. O aporte será realizado pelos principais acionistas para o início das construção dos portos Açu e Sudeste. "Não decidimos o valor do total desse aporte, mas estamos muito confortáveis porque não dependemos do humor do mercado de capitais". Quanto ao projeto LLX Minas Rio, Antunes informou, que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já aprovou formalmente a linha de crédito no valor total de R$ 1,321 bilhão, com prazo de 12 anos, e que o andamento das obras de construção do Porto do Açu está dentro do cronograma de desenvolvimento do projeto. Projeto para 20 anos Para o consultou Marcos Vendramini, da VKS Partex Engenheiros Consultores, a suspensão do projeto Porto Brasil foi uma medida acertada. "Atualmente, com a demanda existente, não há motivo para um projeto deste tamanho. Podemos pensar em um porto dessa magnitude daqui uns 20 anos. O Porto de Santos consegue atender o movimento previsto". Projeto Barnabé-Bagres Segundo estudos da consultoria, em 2016 o Porto de Santos movimentará 134 milhões de toneladas, somente com investimentos em expansão dos terminais privados e aportes em aumento da produtividade. "Isso sem contar os investimentos públicos na expansão do porto, como o projeto Barnabé-Bagres", ressaltou Vendramini. Hoje, Santos está instalado em uma área de 7,7 milhões de metros quadrados, mas utiliza cerca de 5 milhões metros quadrados. "Há ainda muito espaço para crescer, por isso não há necessidade de um outro projeto como o Porto Brasil". Vendramini acredita que a vocação para o Porto de Santos é para cargas de maior valor agregado. "Grãos serão exportados pelos portos do Norte e Nordeste do País, haverá infra-estrutura ferroviária para ligar as regiões produtoras aos terminais. Somente, açúcar e álcool continuarão no Porto de Santos, isso porque São Paulo é o maior produtor do País e não perderá este posto", ressaltou o consultor. Gota d`água A crise americana foi apenas a gota dágua para a suspensão do projeto Porto Brasil, no litoral paulista. A diretora financeira da LLX Logística, Eliane Lustosa, afirmou à Gazeta Mercantil que a empresa decidiu tomar uma medida de "disciplina orçamentária" e focar recursos em projetos que estão mais ao alcance da empresa. É o caso do Porto do Açu e de Itaguaí, ao contrário do que, há meses, acontece com o Porto Brasil. O Porto Brasil já havia esfriado nos planos do grupo bem antes da crise americana estourar. O empresário Eike Batista admitira em maio que as dificuldades com a comunidade local e a Funai deveriam deixar o projeto no papel. Na quinta-feira, este jornal antecipou que, no futuro, o Porto Brasil deverá ser substituído por uma expansão no Porto do Açu, conforme disse Eike Batista. O plano diretor da cidade de Peruíbe, que só pode ser alterado pela comunidade, proíbe a construção de prédios na orla. E a Funai, antes do projeto, já tinha requerido ao governo a área escolhida pela empresa para sediar uma reserva indígena. A região já abriga cerca de 200 famílias. Além dos conflitos com a comunidade, as dificuldades de licenciamento ambiental também desanimaram Eike Batista. "O Porto Brasil não tem licença, não tem nada. Está com problemas dos índios, da Funai. Enquanto isso não for resolvido não podemos fazer nada. Pode ser que a gente desvie toda a carga potencial para o Açu". A Gazeta Mercantil também antecipou que a LLX vai realizar uma operação de aumento de capital. Segundo Batista, a operação deve alcançar US$ 300 milhões.
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