|
>>
Esta é uma coletânea diária das notícias sobre
meio ambiente divulgadas nos mais importantes jornais do país. (Sexta-feira,
09 de Maio de 2008) Empresas chinesas terão incentivos para comprar terras agrícolas no exterior, especialmente na África e na América Latina, para ajudar a garantir a segurança alimentar do país, com base em plano que está sendo estudado por Pequim. Uma proposta elaborada pelo Ministério da Agricultura tomará o apoio à aquisição de terra no exterior uma política central de governo. Pequim já possui políticas semelhantes para estimular investimento externos de bancos, indústrias e petroleiras estatais, mas o investimento agrícola externo tem se limitado até agora a poucos projetos de pequeno porte. Se aprovado, o plano poderá enfrentar intensa oposição no exterior, dados os ascendentes preços globais dos alimentos e temores de desmatamento. "Não deve haver nenhum problema para essa política ser aprovada. O problema poderá vir de governos estrangeiros que não estiverem dispostos a renunciar a vastas extensões dé... terra", disse uma autoridade. A iniciativa acontece no momento em que países ricos em petróleo, mas carentes de alimentos, no Oriente Médio e no norte da África, exploram opções parecidas. A Líbia está conversando com a Ucrânia sobre plantio de trigo na ex-república soviética, ao passo que a Arábia Saudita já declarou que investirá em projetos agrícolas e de pecuária no exterior para garantir a segurança alimentar e controlar os preços das commodities. A China está perdendo sua auto-suficiência em alimentos num momento em que a crescente prosperidade provoca uma mudança no receituário tradicional de alimentos, do arroz para a carne bovina, o que requer a importação de grandes quantidades de ração animal. A China tem cerca de 40% dos agricultores do mundo, mas só 9% da terra agrícola. Estudiosos chineses argumentam que as empresas agrícolas nacionais devem se expandir no exterior para que o país possa garantir sua segurança alimentar e reduzir a exposição às oscilações do mercado global. No primeiro trimestre deste ano, os preços dos alimentos na China subiram 25% em relação a 2007, a maior inflação agrícola desde o começo dos anos 90. A China ainda é um exportadora de commodities agrícolas, mas depende cada vez mais de importações de soja - país importou até 60% da soja que consumiu no ano passado- e está prestes a se tomar um comprador de milho. O ministério já está mantendo conversações com o Brasil sobre a possível aquisição de terra para soja, segundo a autoridade chinesa ouvida pelo "Financial Times". Alguns países considerariam particularmente problemático se Pequim apoiasse empresas chinesas a usar mão-de-obra chinesa em terra comprada ou arrendada no estrangeiro - uma prática comum para a maioria das empresas que atuam fora dos seus países de origem.
|
|