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Esta é uma coletânea diária das notícias sobre
meio ambiente divulgadas nos mais importantes jornais do país.
Boa leitura!
(Quarta-feira,
10 de Setembro de 2008)
Gazeta Mercantil
RELATÓRIO DOING BUSINESS 2009
Ainda é difícil fazer negócios no Brasil.
ROSANA HESSEL e CLAUDIA BOZZO

O Brasil subiu uma posição no ranking global do estudo Doing Business 2009, publicado anualmente pelo Banco Mundial (Bird) e pelo seu braço financeiro voltado para a iniciativa privada, a International Financial Corporation (IFC). Na classificação geral, ficou em 125 lugar em um conjunto de 181 economias globais. A pesquisa, de 211 páginas, mostra onde é mais fácil fazer negócios, com base em 6,7 mil entrevistas feitas entre junho de 2007 e julho de 2008.
Nesta lista liderada por Cingapura, Nova Zelândia e Estados Unidos, o Brasil ficou atrás da maioria dos vizinhos sul-americanos, como Chile, Colômbia, Argentina, Paraguai e Uruguai, e dos países do Bric (integrado ainda por Rússia, Índia e China). "O Brasil teve destaque nos procedimentos de importação e exportação, que o ajudaram a melhorar a classificação em relação ao ano passado, mas não acompanhou o ritmo de seus vizinhos ou mesmo dos Brics", informou a economista Rita Ramalho, do Bird.
O País continuou entre os países menos atraentes para abrir uma empresa, figurando entre os com as nações com os prazos mais extensos e com maior número de procedimentos. Na Nova Zelândia, por exemplo, é necessário apenas um dia para abrir uma empresa. No Brasil, gastam-se 152 dias. No Suriname, são mais de dois anos.
Ontem, o World Economic Forum (WEF) divulgou o seu primeiro Índice de Desenvolvimento Financeiro, que faz uma análise dos mercados de capitais de 52 países, utilizando, além de entrevistas e dados do próprio Forum, o relatório Doing Business. Na classificação geral, o Brasil ficou em 40, e também ocupou a lanterna no grupo dos Brics. Quanto a direitos autorais, conseguiu uma proeza: ficou atrás da China. Os líderes são Estados Unidos e Reino Unido.
Gazeta Mercantil
BRASIL MELHORA POUCO EM INDICADOR DO BIRD
ROSANA HESSEL
O Brasil ganhou uma posição no ranking global do estudo Doing Business 2009, publicado anualmente pelo Banco Mundial (Bird) e pelo seu braço financeiro voltado para a iniciativa privada, a International Financial Corporation (IFC). Ganhou uma posição e ficou na 125 colocação em um conjunto de 181 economias globais na pesquisa que mostra onde é mais fácil fazer negócios. Mas se não fosse a inclusão de Brunei, Bahamas e Catar - que entraram no ranking em classificações melhores do que o País -, teria melhorado quatro posições, informa a economista da IFC e do Bird, Rita Ramalho, que participou da elaboração do relatório de 211 páginas divulgado ontem pelas duas instituições.

Entretanto, nesta lista liderada por Cingapura, Nova Zelândia e Estados Unidos, o Brasil ficou atrás da maioria dos vizinhos sul-americanos como Chile, Colômbia, Argentina, Paraguai e Uruguai e de economias bem menores tanto em Produto Interno Bruto (PIB) quanto em população, como Suazilândia (108 lugar), Zâmbia (100), República Dominicana (97), Botsuana (38) e Azerbaijão (33). Este último foi o grande destaque do estudo. Saltou nada menos que 64 degraus. "O Azerbaijão foi o país que mais fez reformas positivas para melhorar o ambiente de negócios", afirmou Rita em entrevista por telefone.
"O Brasil teve melhora nos procedimentos de importação e exportação, que ajudaram o País a melhorar a classificação em relação ao ano passado, mas ele não acompanhou o ritmo de seus vizinhos ou mesmo dos Bric (grupo de países emergentes de crescimento rápido integrado por Brasil, Rússia, Índia e China)", informou a economista de origem portuguesa. Ela destacou que o Brasil continuou na última colocação entre os países Bric. "A Índia fez menos reformas neste ano, mas mesmo assim continuou à frente do Brasil", lembrou ela. A Índia desceu dois degraus para a 122 colocação enquanto a China subiu da 90 para a 83 posição. Já a Rússia caiu da 112 para a 120 classificação. (Ver tabela acima).
O Brasil continuou entre os países menos atraentes para se abrir uma empresa, figurando entre as nações com os prazos mais extensos e com maior número de procedimentos. Na Nova Zelândia, por exemplo, é necessário apenas um dia para se abrir uma empresa. No Brasil, 152 dias e no Suriname, mais de dois anos.
A economista informou que foi computada apenas uma reforma regulamentar para o Brasil no estudo. "Houve uma melhora também em um item sobre a facilitação da venda de propriedades entre empresas, cujo prazo caiu de 46 para 42 dias, mas isso acabou não constando no estudo", disse.
Entre os países da América Latina, o Chile continuou como o melhor colocado da região apesar de ter perdido posições em relação ao estudo do ano passado. Ficou com a 40 posição no ranking geral. Em segundo lugar, ficou a Colômbia, que foi o país que mais realizou reformas e pulou do 66 lugar para a 53.
Reformas recordes
De acordo com Rita, o estudo registrou um número recorde de reformas em geral: foram 239 em 113 países. "Foi um volume surpreendente", comentou a economista. A África foi a região que mais realizou reformas, também teve destaque, batendo recorde de reformas. Foram 58 mudanças regulamentares em 28 países no continente mais pobre do globo. Ela lembrou também que Leste Europeu e Ásia foram regiões com maior volume de reformas. Já a América Latina conseguiu se destacar pouco nesse quesito. "A região foi o continente que menos fez reformas, mas pelo menos cada país fez ao menos uma", disse ela, acrescentando que ao todo os 19 países da região realizaram cerca de 30 reformas - entre as quais 17 foram para a facilitação do pagamento de impostos. "A Colômbia foi o destaque na região realizando cinco reformas".
Gazeta Mercantil
OS CRITÉRIOS QUE NORTEIAM A ANÁLISE
ROSANA HESSEL, de São Paulo
O relatório Doing Business tem como base 6,7 mil entrevistas realizadas com pessoas relacionadas aos processos de abertura e fechamento de empresas, assim como ao comércio exterior, como contadores, juízes, advogados e despachantes. Em cada país é escolhida apenas uma cidade, nem sempre a capital, mas a de maior importância econômica. As entrevistas foram feitas de junho de 2007 a julho de 2008.
O projeto tem sido bem recebido pelos governos, acadêmicos, profissionais e analistas.
No caso do Brasil, a escolhida é São Paulo, informou a economista do Banco Mundial (Bird) e da IFC, Rita Ramalho, que participou da elaboração do estudo anual. "Existem cidades brasileiras em que os prazos para a abertura de empresas, por exemplo, são menores, mas sempre utilizamos as cidades que têm maior relevância do ponto de vista econômico, de atração de investimentos em cada país", explicou.
A primeira edição do estudo foi publicada em 2003, e analisava cinco indicadores em 133 economias mundiais. O principal objetivo é entender e ajudar a melhorar o ambiente regulatório e de negócios, diz a instituição. Neste ano, foram utilizados dez indicadores ("Abrir uma empresa, Os alvarás de construção, Registro de propriedade, Pedido de crédito, Proteção aos investidores, Pagamento de impostos, Negócios no exterior, Fechar contratos, Encerrar atividades da empresa) em 181 países, três a mais que no ano passado.
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