>> Esta é uma coletânea diária das notícias sobre meio ambiente divulgadas nos mais importantes jornais do país.
Boa leitura!

(Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008)
Gazeta Mercantil

HONDA E YAMAHA DESENVOLVEM MOTOS MOVIDAS A ELETRICIDADE

Honda Motor e Yamaha Motor, maiores fabricantes mundiais de motocicletas, desenvolvem modelos elétricos para atrair motociclistas em meio aos preços altos da gasolina em vários mercados onde os dois gigantes japoneses vendem e fabricam.

"Estamos pressionando para o desenvolvimento dos veículos elétricos de duas rodas, mas não decidimos sobre o preços ou data de lançamento", disse ontem o porta-voz da Honda, Akemi Ando.

A Honda planeja o lançamento de suas motos elétricas até 2011, e a Yamaha irá apresentar sua versão em 2010, divulgou ontem o jornal Nikkei. A Yamaha trabalha para lançar um veículo elétrico de duas rodas junto com suas linhas existentes de scooters 50 cc, disse o porta-voz Takashi Kitagawa.

Yamaha parou de vender as scooters elétricas EC-02 e Passol-L em setembro último, após um recall de baterias. As duas companhias irão empregar baterias de ion lítio em seus veículos, disse o Nikkei ontem.

Os preços mensais médios da gasolina no varejo do Japão avançaram 29% nos 12 meses finalizados em junho. Os preços da gasolina nos Estados Unidos subiram 20% este ano.

No Brasil

Líderes de vendas no Brasil, Honda e Yamaha poderiam vender aqui também seus modelos elétricos, depois de os produtos passarem pelo crivo do mercado japonês.

O Brasil já se situa hoje entre os países que mais fabricam motocicletas. O País ocupa atualmente a quarta colocação no ranking mundial - atrás da China, Índia, e Indonésia. A produção deste ano deve ultrapassar as dois milhões de unidades.

Veículo econômico e ágil, a moto se adaptou às condições econômicas do brasileiro de baixa renda. A motocicleta mais popular, de 125 cilindradas abaixo, quando financiado, tem parcelas que cabem no bolso da maioria dos consumidores. Nas cidades brasileiras, a moto se destaca pela sua agilidade no trânsito. No interior, é veículo de trabalho e transporte de passageiros.

Antes de um veículo elétrico, muitos consumidores gostariam de ter aqui uma moto flex, tecnologia que já é adaptada em oficinas de fundo de quintal.

 

Gazeta Mercantil
APÓS QUATRO ANOS, GOVERNO FEDERAL ASSINA CONTRATOS DE PPP

KARLA CORREIA

Quase quatro anos depois de o Congresso Nacional aprovar as regras para as Parcerias Público-Privadas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, ontem, os dois primeiros contratos de PPP do País, beneficiando as cidades de Rio das Ostras, (RJ) e Rio Claro (SP).

Os dois projetos de saneamento fazem parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) e representarão investimento total de R$ 832,4 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com a empreiteira Odebrecht e as prefeituras dos dois municípios.

"Estava faltando o primeiro passo, um caso concreto, para as PPPs vingarem e as pessoas acreditarem de verdade nas parcerias, que servirão de modelo para os outros municípios", afirmou o ministro das Cidades, Márcio Fortes.

O ministro comemorou o fato de os dois primeiros contratos assinados no modelo de parceria público-privada serem relativos a obras do setor de saneamento.

Esgoto

De acordo com Fortes, o investimento em Rio das Ostras será de R$ 375,9 milhões. Desse montante, R$ 263,1 milhões serão financiados pelo BNDES em contrato firmado com a empresa Saneamento Rio das Ostras S/A, que será responsável pela execução de obras de ampliação do sistema de esgotamento sanitário e drenagem.

Hoje, apenas 15% da população da cidade têm acesso a serviço de esgoto, segundo dados do Ministério das Cidades. A meta do projeto é estender o atendimento a 90% dos moradores de Rio das Ostras nos próximos cinco anos, ou seja, 119 mil pessoas. A projeção do ministério é que, durante as obras, sejam gerados 1.040 empregos.

Em Rio Claro, o BNDES financiará $ 50,3 milhões dos R$ 80,6 milhões previstos para o projeto. O contrato foi firmado com a Saneamento Rio Claro S/A, controlada pelos grupos Odebrecht e Safdié.

No município paulista, hoje a coleta atende 188 mil pessoas e o tratamento, 42,7 mil pessoas. Com a conclusão do projeto, o governo estima que sejam beneficiadas 207 mil pessoas. Segundo dados do Ministério, devem ser gerados 470 empregos durante a construção e 62 empregos diretos durante a operação.

Demora

Na avaliação do diretor de Inclusão Social do BNDES, Élvio Lima Gaspar, a longa discussão da nova regulação do setor de saneamento, no Congresso, foi um dos principais motivos para os contratos de parcerias público-privadas terem demorado tanto para vingar nessa área. Afinal, as regras para as PPPs foram aprovadas pelo Legislativo em dezembro de 2004 e só agora começam a surgir os primeiros contratos nesse formato.

No caso de Rio das Ostras e Rio Claro, os contratos assinados prevêem concessões de 15 anos para os serviços de esgoto, que serão prestados pelo grupo Odebrecht. Segundo Gaspar, o banco de fomento prevê investimento de R$ 600 milhões ainda neste ano em financiamentos de contratos de PPPs em diversos estados.

 

 

Valor Econômico
VALOR DAS AÇÕES NO MUNDO CAIU 37% EM AGOSTO

STACY-MARIE ISHMAEL, Financial Times, de Londres

O volume de negociação de ações e derivativos nos mercados mundiais caiu de forma acentuada em agosto, afetado pela redução das operações de fundos hedge e bancos de investimento. O declínio aumenta os receios de que a menor liquidez no mercado possa estar exacerbando as oscilações de preço. O valor das ações negociadas em bolsas mundiais no mês passado caiu 37% em relação ao mesmo período de 2007, enquanto o volume negociado de contratos de derivativos recuou 21%, de acordo com pesquisa do Citigroup.

"Definitivamente, vimos um declínio no volume de ações e derivativos e o motivo disso é tríplice", afirmou o analista Mamoun Tazi, da MFGlobal e especialista em bolsas. "Os grandes participantes não estão tão ativos, o apetite por risco diminuiu e o ano passado foi simplesmente excepcional".

No terceiro trimestre passado, durante a primeira onda de deslocamentos no sistema financeiro global, as negociações dispararam com os investidores confusos para posicionar-se de forma a lidar com o que era, então, uma leve crise das hipotecas de baixa qualidade.

Agosto de 2007 teve o segundo maior volume mensal de ações negociadas na história, com US$ 9,3 trilhões, e o maior de derivativos, com 1,27 bilhão de contratos trocando de mãos, segundo dados do Citigroup. Agora, com 12 meses de crise, a situação é bem diferente. Os bancos de investimentos reduziram as operações de negociação de recursos próprios e os fundos de hedge não gozam mais de acesso fácil a crédito. "Os fundos de hedge negociam menos porque não conseguem alavancagem, já que os bancos de investimento estão com falta de capital para emprestar-lhes", afirmou o analista Daniel Garrod, do Citigroup. Os receios de que os investidores começarão a pedir o dinheiro de volta também estimulam alguns fundos hedge a conservar seu dinheiro.

Analistas dizem que a relativa ausência de grandes participantes no mercado aprofunda as oscilações de preços.

"Mercados magros exageram as variações de preço e isso vale tanto para ações quanto para derivativos", observou um analista de um banco de investimento dos Estados Unidos.

O volume de ações negociadas mundialmente encolheu para US$ 5,8 trilhões em agosto, menor patamar mensal desde dezembro de 2006, segundo o Citi. A retração na negociação de ações atingiu a Ásia com mais força, especialmente Xangai. O volume na bolsa local diminuiu 78% em comparação ao mesmo mês de 2007. O valor das ações negociadas na América recuou no mês passado pela primeira vez desde que o Citigroup começou a pesquisar os dados em janeiro de 2003. O declínio no continente foi de 29%.