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Esta é uma coletânea diária das notícias sobre
meio ambiente divulgadas nos mais importantes jornais do país.
Boa leitura!
(Quinta-feira,
14 de Agosto de 2008)
Gazeta Mercantil
GM RECEBE LICENÇA AMBIENTAL E JÁ PODE INICIAR OBRAS EM JOINVILLE
A General Motors já pode começar a construir a unidade de motores em Joinville (SC). O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, entregou, ontem, ao vice-presidente da GM no Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, a Licença Ambiental de Instalação (LAI), emitida pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fatma).
Pinheiro Neto afirma que o processo de licitação para a execução da terraplenagem do terreno encerra este mês e que as obras devem começar no decorrer de setembro. "Temos pressa, queremos iniciar a produção no final de 2009, no máximo no início de 2010", diz. Segundo ele, os motores são um gargalo na produção. O investimento na nova fábrica será de R$ 350 milhões e a produção será de 120 mil motores e 80 mil cabeçotes por ano.
Os motores serão destinados a fábrica de Gravataí (RS) e para Rosário, na Argentina, para os modelos Montana, Prisma e Corsa. "São modelos com produção bastante volumosa no Brasil e Argentina", diz. O executivo não descarta a possibilidade dos motores serem enviados para outras fábricas, se necessário, como em São Caetano do Sul ou São José dos Campos (SP).O número de cabeçotes, inicialmente previsto em 50 mil, aumentou para 80 mil e irão para a unidade argentina.
Em Joinville, a fábrica vai gerar 500 empregos diretos e mais 1,3 mil indiretos. As primeiras contratações ocorrem nesta semana, com a admissão de dois engenheiros e um técnico de segurança do trabalho. Em dezembro, a GM preenche as demais vagas.
Pinheiro Neto afirma que os contratos com os fornecedores estão sendo fechados, mas além da Tupy, não divulgou outros nomes. Um dos fatores que influenciaram a montadora para a escolha da cidade foi o fato dela ser um forte pólo metalmecânico. São 150 companhias que produzem autopeças, faturam R$ 1,4 bilhão/ano e respondem por 4% da receita gerada pelo setor no Brasil.
Segundo ele, a GM não pretende formar em Joinville um condomínio industrial com sistemistas, a exemplo do que ocorre em Gravataí (RS). O terreno adquirido possui 504 mil metros quadrados e fica localizado no km 47 às margens da BR-101 (sentido Norte-Sul). A fábrica ocupará área de 60 mil metros quadrados e, conforme determinação da Fatma, uma área de 180 mil metros quadrados de área verde deverá ser totalmente preservada no local. O secretário Estadual da Fazenda, Sérgio Alves, prevê arrecadação de R$ 11 milhões de ICMS da GM a partir de 2010 e faturamento anual inicial de pelo menos R$ 300 milhões.
Importação no México
Pinheiro Neto afirma que a GM vai importar o modelo utilitário esportivo Captiva pelo México e trazer para o Brasil. Serão cerca de duas mil unidades/mês que entrarão pelo porto de Suape (PE) ou de Rio Grande (RS).O carro também é produzido na Coréia do Sul e está presente na Europa e em outros sete países. A importação do Captiva é fruto do crescimento da demanda nacional por utilitários de luxo. "Exportamos muito pelo México e o negócio internacional é uma via de duas mãos", diz Pinheiro Neto. A filial brasileira da GM deve faturar US$ 12 bilhões este ano e o volume de investimentos previsto no País até 2012 é de US$ 2,5 bilhões.
WAGONER CONFERE EXPANSÃO NA ÁSIA
Bangkok (Tailândia), 14 de Agosto de 2008 - O principal executivo da General Motors, Rick Wagoner, chegou à Tailândia deparando-se com um quadro decididamente mais claro do que o de perdas, demissões e a prolongada reestruturação que sua companhia está enfrentando nos Estados Unidos.
A GM vendeu 35% mais carros no ano passado na Ásia do que em 2005, aproveitando a onda dos mercados em expansão. Sua participação em vendas também aumentou.
Na quarta-feira, esperava-se que Wagoner anunciasse uma expansão da produção de carros pequenos da GM na sua planta no leste de Bangkok e a construção de uma fábrica de motores para a sua picape Colorado, disse Hajime Yamamoto, diretor da CSM Worldwide da Tailândia, companhia que faz previsões de mercado para o setor automotivo e que tem sede em Detroit.
Isso seria uma boa notícia para a Tailândia, que tem se tornado um centro para os fabricantes de carros servindo o sudeste da Ásia, Austrália e Oriente Médio, e que é agora o terceiro maior exportador de carros da Ásia depois do Japão e da Coréia do Sul.
A mudança foi uma indicação de que a GM está apostando que o crescimento continuado na Ásia poderia ajudar a suavizar a retração nas vendas na América do Norte, que caíram 20% no segundo trimestre.
A Ásia, a Europa e a América Latina são agora os pontos claros no balanço da GM, com a companhia vendendo mais carros no exterior do que nos Estados Unidos. "A Ásia é a frente e o centro em termos de estratégia e direção futura", disse John Bonnell, diretor de previsões para a Ásia da J.D. Power & Associates. "Sua maior história de sucesso está na China. Eles desenvolveram um bom negócio lá".
A maioria da Ásia permanece território da Toyota e de outros fabricantes japoneses. Embora a GM tenha aumentado sua participação de mercado na Ásia, segundo seus próprios cálculos, de 5,9% a quase 7% nos últimos três anos, suas vendas permanecem pequenas em comparação com a América do Norte, onde ela ainda fabrica um de cada cinco carros vendidos. Mas a estatura menor da GM na Ásia e custo com pensões permite à companhia mais agilidade na região.
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