>> Esta é uma coletânea diária das notícias sobre meio ambiente divulgadas nos mais importantes jornais do país.
Boa leitura!

(Terça-feira, 15 de Julho de 2008)
Gazeta Mercantil
VALE NEGARÁ MINÉRIO A EMPRESAS ILEGAIS

Um dia após ser multada em R$ 5 milhões por descumprir leis ambientais, a mineradora Vale anunciou sexta-feira um acordo com o Ministério do Meio Ambiente, por meio do qual deverá suspender a venda de minério de ferro a empresas ilegais, do ponto de vista ambiental.

A idéia é atacar a cadeia produtiva do ferro-gusa, evitando que carvoarias utilizem madeira proveniente do desmatamento da Amazônia. O carvão dessas madeiras é usado como fonte de calor para fusão do minério de ferro e sua transformação em ferro-gusa.

No documento, a Vale se compromete a só fornecer minério àquelas empresas que comprovem, por meio de documentos fornecidos pelos órgãos ambientais de governo, a legalidade de seus produtos. Segundo o presidente da mineradora, Roger Agnelli, a medida será adotada imediatamente. No entanto, ele pondera que estudará com o governo um prazo para que as empresas irregulares se adaptem às leis.

"Não podemos fechar os olhos. Existe uma realidade em que muitas pessoas dependem do trabalho nessas madeireiras ou guseiras", disse. "Não adianta dizer que a partir de hoje não se faz mais nada, é necessário um prazo para que as coisas se regularizem".

No ano passado, a Vale já havia se comprometido a cortar o fornecimento de minério de ferro, assim como o transporte de ferro-gusa, das empresas que não cumpriam leis trabalhistas e ambientais. No acordo anunciado com a Vale, o governo, por sua vez, prometeu acelerar projetos de cadastro e licenciamento de propriedades rurais, além de apoiar o zoneamento econômico e ecológico na Amazônia.

"Ao mesmo tempo em que o governo aperta a repressão por meio da Polícia Federal e do Ibama , vamos comprometer a cadeia produtiva", disse o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. "Dessa forma, as empresas que compram minério correrão para se regularizar ou serão embargadas", acrescentou o ministro do meio ambiente.