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Esta é uma coletânea diária das notícias sobre
meio ambiente divulgadas nos mais importantes jornais do país. (Sexta-feira,
16 de Maio de 2008)
Primeiro foram as economias em rápida expansão. Depois veio a onda dos investidores. Agora, os países do chamado Bric - Brasil, Rússia, Índia e China - estão querendo uma aliança política. As quatro maiores economias emergentes estão mandando seus ministros das Relações Exteriores para Yekaterimburgo, na Rússia, para se reunirem hoje, no primeiro encontro fora da jurisdição da ONU. Na agenda estão questões não-econômicas, como proliferação de armas, contraterrorismo, energia e mudanças climáticas. O termo Bric foi cunhado por Jim O''Neill, economista-chefe para o cenário mundial do Goldman Sachs Group em 2001. No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) combinado dessas quatro nações representou 12% do PIB mundial, uma alta em relação aos 8% em 2000, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Nos últimos dois anos, as ações dos países integrantes do Bric tiveram alta de 70%, contra o avanço de 42% nos mercados emergentes como um todo. MAIOR QUE A ALEMANHA A expectativa é que a China, o país de maior população do mundo, ultrapasse a Alemanha na condição de a terceira economia mundial este ano, segundo o FMI. A Índia é a maior democracia do mundo. Com 10 anos consecutivos de crescimento econômico, a Rússia é o maior exportador de energia do mundo, enquanto que o Brasil é o segundo maior produtor mundial de alimentos, atrás dos EUA. Como um todo, as economias do Bric podem superar as dos países do G-7 - G-8 menos a Rússia - até 2035, disse O'Neill em um relatório do Goldman divulgado em novembro do ano passado. Em uma entrevista dada em 12 de maio, ele disse que incluí-las no G-8 seria o "reconhecimento da realidade moderna." O'Neill, de 51 anos, que faz conferências para empresas multinacionais sobre os investimentos nos mercados emergentes, disse que a invenção do termo Bric e sua subseqüente popularidade "transformaram a minha vida". Há cinco anos, ele nunca tinha estado em nenhum dos países do Bric, disse. Atualmente, viaja a todos eles uma ou duas vezes por ano. Os ministros dos países que intregram o Bric já se reuniram na Assembléia Geral da ONU em 2006 e 2007. O ministro chinês das Relações Exteriores, Yang Jiechi, vai ter conversações com seus colegas russo, Sergei Lavrov, e indiano, Pranab Mukherjee, antes da chegada de Celso Amorim. DIPLOMACIA A Rússia e a China, países que são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, desempenharam papéis decisivos na pressão sobre o Irã para que detivesse o seu programa nuclear. A China também tem sido influente nas conversações, de que participam seis países ou entidades, com o objetivo de persuadir a Coréia do Norte a abandonar o seu programa de armas nucleares, O regime de Kim Jong Il começou a desmontar o reator nuclear de Yongbyon, que produzia plutônio, sob a supervisão de inspetores norte-americanos em novembro do ano passado. "Além do front econômico, os países do Bric podem atuar como um contrapeso crescente à hegemonia dos EUA nos assuntos globais", disse Win Thin, analista do banco Brown Brothers Harriman sediado em Nova York, em um e-mail em 12 de maio. MULTIPOLARIDADE A Rússia quer que o Bric se torne um "fator marcante de diplomacia multilateral" para ajudar a fortalecer a "multipolaridade", disse em uma nota o porta-voz em exercício do Ministério russo das Relações Exteriores, Boris Malakhov. Segundo ele, Moscou considera as conversações como uma forma de aproximar os quatro países no cenário mundial. "Através desse arranjo informal, os quatro países vão entender as políticas uns dos outros, discutir fatores e questões comuns e alavancar suas posições através do diálogo", disse Sujit Dutta, analista estratégico do Institute of Defense Studies and Analysis (Instituto de Estudos e Análises de Defesa), uma instituição de pesquisa sediada em Nova Délhi. "Dessa forma, eles vão tentar aumentar a sua visibilidade global.
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