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Boa leitura!

(Terça-feira, 22 de Julho de 2008)
Gazeta Mercantil
SEGURADORAS ESTUDAM FORMAS DE MINIMIZAR EFEITOS CLIMÁTICOS

Estima-se que as seguradoras perderão com catástrofes naturais cerca de US$ 40 bilhões por ano entre 2010 e 2019. Mercado já mostra preocupação.

Diante das estimativas de perdas, para as seguradoras, de US$ 40 bilhões por ano, até 2019, com efeitos das mudanças climáticas, as empresas começam a desenvolver trabalhos e debates com o objetivo de encontrar meios e formas de minimizar o problema. A Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg), por exemplo, montou, no início deste ano, um grupo de pesquisa sobre mudanças climáticas.

Segundo o membro do grupo de mudanças climáticas da Fenaseg, Adilson Neri, o objetivo é reconhecer a importância que as mudanças climáticas podem ocasionar na indústria do seguro. "No início deste ano, reconhecemos um aumento significativo de sinistros no setor de automóvel devido a inundações", afirma Neri. A pesquisa vai fazer um mapeamento das regiões brasileiras que são mais afetadas pelos efeitos climáticos e propor ferramentas para a redução dos riscos. Um dos problemas que afetam o clima no Brasil é a emissão de CO2, segunda dados da World Resources Institute: o maior responsável pela emissão de CO2 é o desmatamento. "Temos um prazo de um ano para oferecer propostas de diminuição de emissão desses gases", diz Neri.

Algumas seguradoras já sentem há bastante tempo os efeitos das mudanças climáticas no mercado. O número de sinistros no ramo de riscos especiais da Marítima Seguros, por exemplo, desde 1992, cresce 7% ao ano e em valor aumenta 12% ao ano. Segundo o diretor do Ramo Riscos Especiais da Marítima Seguros, Cláudio Saba, a construção de represas e mudanças de ocupação da terra também são fatores que prejudicam a natureza e o setor de seguro. "Devemos nos preocupar também com alterações locais", afirma Saba. Para ele, é preciso aumentar a procura por seguro, principalmente no ramo patrimonial quando se trata de riscos especiais, que ainda abrange seguro de responsabilidade civil e de danos climáticos.

A Porto Seguro registrou 57,4% de sinistralidade em sua carteira até o quarto mês de 2008, uma elevação de 3,1 pontos percentuais sobre o mesmo período de 2007. De acordo com a própria seguradora, essa variação ocorreu devido a "sinistros relacionados a efeitos climáticos nos ramos de automóveis e de patrimônios no primeiro trimestre" deste ano.

Em autos, principal ramo de atuação da Porto Seguro, a sinistralidade saltou de 51,9% da carteira até abril de 2007, para 55,3% no mesmo período deste ano — salto de 3,4 pontos percentuais. Até abril, os prêmios com o ramo Automóvel cresceram 12,3%, de R$ 879,2 milhões em 2007, para R$ 987,3 milhões neste ano.

A Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg) também realizou neste ano seminário sobre os efeitos das mudanças do clima no mercado de seguros e assumiu compromissos para mitigar possíveis conseqüências dessas alterações. Os principais são reconhecer o impacto das mudanças climáticas que vêm ocorrendo no planeta e a sua interferência sobre a atividade seguradora e apoiar medidas de mitigação da emissão de gases efeito estufa.

A Allianz Seguros é uma das pioneiras em pesquisas climáticas. Em 2005, firmou parceria coma organização não-governamental WWF Internacional, criada em 1996 e que integra a maior rede mundial de conservação da natureza, para realizar estudos sobre as causas e conseqüências do aquecimento global, além de firmar o compromisso de reduzir suas emissões de dióxido de carbono (CO2) até 2012. A Allianz também está investindo 500 milhões de euros em projetos de energia renovável até 2010.

Segundo o chairman de Desenvolvimento Sustentável Coorporativo do Grupo Allianz, Lutz Cleemann, as mudanças climáticas vão acompanhar o mundo e, automaticamente, atingir as seguradoras. "A Allianz vai explorar o potencial de mercado de capital para absorver os riscos das catástrofes naturais [cat bonds]".

Para ele, a luta contra as mudanças climáticas continua, por meio de três regras impostas pelo grupo: o suporte aos sócios e parceiros comerciais com soluções de seguro para lidarem com os efeitos causados, a promoção de tecnologias de baixo carbono e também, como cidadão corporativo, o grupo usará seu conhecimento para comunicar práticas às partes interessadas.

 

 

GM Revista Idéia Sócioambiental
MERCADOS SUSTENTÁVEIS CRESCEM NOS EUA

Anúncios de metas de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa, iniciativas de neutralização de carbono, investimentos em tecnologias mais limpas e energias renováveis. Essas são algumas medidas anunciadas pelas companhias em resposta a complexos desafios como o aquecimento global. Mas essas ações tem sido suficientes para causar impactos positivos no meio ambiente e promover as mudanças necessárias para evitar ou postergar o colapso, cujos sinais são mais que perceptíveis? Eis um dos questionamentos do relatório "O estado dos negócios verdes", divulgado recentemente pela GreenBiz.

Um dos maiores portais especializados em sustentabilidade dos Estados Unidos, o GreenBiz analisou mais de 1000 notícias publicadas nos sites do grupo em busca de tendências com o intuito de avaliar o movimento dos negócios sustentáveis. Dessa análise surgiu o índice GreenBiz, que será atualizado anualmente. "Tivemos dificuldade em calcular o impacto da oscilação nas práticas de negócios verdes, pois em muitos casos, as informações disponíveis eram de dois anos atrás ou os dados que buscávamos eram recentes demais para indicar tendências. Por isso, estabelecemos 20 indicadores de performance ambiental e a partir deles medimos o progresso, alcançado ou não, pelas empresas norte-americanas na promoção de negócios verdes", afirma Joel Makower, editor-executivo da GreenBiz na introdução do relatório.

O grupo usa uma nomenclatura peculiar para avaliar o estado das empresas na promoção dos negócios verdes. Para cada um dos indicadores de performance ambiental há um ícone indicando se as empresas estão progredindo ("nadando"), perdendo o chão ("afundando") ou suportando elas mesmas ("navegando"). Além de fazer esse prognóstico, o estudo identificou 10 temas que tiveram destaque no ano de 2007 (veja relação completa no box).

Muitas das questões levantadas pelo relatório também podem ser percebidas no Brasil. "Assim como nos EUA, verifica-se a ascensão de produtos relacionados às questões socioambientais. Grandes empresas têm adaptado sua estratégia de negócios para desenvolver soluções com essas características. O movimento dos bancos também é perceptível, ao aderirem aos Princípios do Equador, por exemplo", afirma Marco Antonio Fujihara, consultor do Instituto Totum.

No entanto, para o especialista, algumas questões são muito particulares à economia norte-americana. "O Brasil não tem obrigação de reduzir metas de emissões de gases causadores do efeito estufa pelo Protocolo de Kyoto, portanto essa ainda não é uma realidade factível para as empresas brasileiras", ressalta Fujihara.

Ainda assim, defende que a sustentabilidade é uma questão substancial para a perenidade das empresas. Sendo assim, as companhias que pretendem manter-se no mercado podem e devem se antecipar às tendências.

Segundo ele, o movimento das empresas automobilísticas por tecnologias mais limpas, por exemplo, é uma tendência que pode chegar ao Brasil. "Mais cedo ou mais tarde as companhias brasileiras terão de se adaptar a essa realidade, pois muitas de suas matrizes estão nos Estados Unidos", afirma o consultor.

Confira um resumo dos indicadores definidos pela GreenBiz para avaliar o momento dos negócios verdes nos Estados Unidos.

Construindo o uso da energia

Os edifícios de hoje - ícones da arquitetura moderna - usam 16% a mais de energia por metro quadrado do que aqueles que foram construídos há um quarto de século atrás. Mas os edifícios são, ao mesmo tempo, problema e solução. E 2007 pode ser considerado o ano em que as construções sustentáveis se tornaram o alicerce da estratégia global para estabilizar o aquecimento do planeta. Por uma simples razão, os edifícios são responsáveis por 40% das emissões de gases de efeito-estufa no mundo, segundo relatório recentemente divulgado pela Organização das Nações Unidas.

Diante disso, arquitetos, designers, entre outros profissionais desenvolveram métodos para a construção de edifícios residenciais e comerciais que gerem tanta energia quanto precisam utilizar e melhorem a saúde e produtividade do trabalhador, tudo isso enquanto ajudam estabelecer a imagem das grandes corporações.

Os edifícios com eficiência de energia também são resultado do aprimoramento da tecnologia e projetos planejados como sistemas, ao invés de serem construídos como peças separadas. Junto a esses dois aspectos, também existe um terceiro fator: o crescimento do LEED (U.S. Green Building Council's Leadership in Energy and Environmental Design). O índice GreenBiz avalia como "navegando" o estado das empresas em relação às construções sustentáveis, mas vê um crescimento estável e em grande escala no longo prazo. No mundo, existem mais de mil construções certificadas de acordo com os requisitos do LEED. No Brasil, há apenas um empreendimento certificado até o momento. No entanto, outras 47 construções estão seguindo o mesmo exemplo para assegurar a sustentabilidade de seus processos.

Comércio de carbono

A meta comum dos mercados de carbono é conseguir tabelar as emissões de gases de efeito estufa, permitindo às empresas comprar e vender para compensar suas emissões e igualar a capacidade estabelecida em muitos países desenvolvidos. Em 2007, o comércio de emissões contribuiu para reduzir 88 milhões de toneladas de dióxido de carbono, segundo a New Carbon Finance, organização britânica que fornece análises sobre o mercado de carbono.

O relatório do GreenBiz classifica esse resultado como um mero ponto de luz em meio ao universo, mas algo que representa um começo. A avaliação para o progresso do comércio de carbono é "navegando" que ainda cresce lentamente nos Estados Unidos.

Investimentos em tecnologia limpa

Segundo o relatório da GreenBiz, investimentos em tecnologia limpa são indicadores líderes para o progresso econômico, que se move em direção a uma economia mais limpa e verde. Governos, corporações e capitais de risco investiram US$ 48.28 bilhões em tecnologia limpa em 2006, com aumento de 13% sobre 2005. Em uma escala global, os Estados Unidos lideraram as patentes de tecnologias limpas durante o ano de 2006, com 46% dos registros, seguidos por Ásia e Oceano Pacífico, com 30%. A Europa ficou em terceiro lugar, com 18%, de acordo com a Lux Research.

Nos EUA, 38% foram para tecnologias relacionadas à sustentabilidade focadas em água e ar, assim como e tecnologias para evitar o desperdício. Esses números seguem uma tendência de crescimento contínuo. Patentes de tecnologias limpas têm crescido em média 5% por ano desde 1995. Parte desse crescimento foi influenciado por decisões governamentais, como as patentes de biodiesel adquiridas nos últimos anos. O maior número de patentes de energia limpa está relacionado com inovações nas células de combustíveis, que alcançaram 572 patentes em 2006.

O relatório avalia como "nadando" o estado dos investimentos em tecnologias limpas, mas aponta um crescimento estável dessa prática, especialmente, no capital de risco.

Relatórios corporativos

O GreenBiz ressalta que a percepção em relação aos relatórios corporativos passaram do estado de "bom ser feito" para "precisa ser feito". Para muitos setores, já não é mais suficiente apenas publicar um relatório. Acionistas têm pressionado as empresas a comunicarem seus resultados de acordo com as diretrizes do Global Reporting Initiative (GRI).

No entanto, na avaliação do GreenBiz essa prática não tem crescido lentamente, por isso a classificam como "navegando". Nos Estados Unidos, o número de relatórios continua relativamente baixo: apenas 253 empresas emitiram o documento em 2007.

No cenário global, os resultados são melhores, como ressalta o consultor Ricardo Voltolini. "O número de empresas que elabora relatórios de sustentabilidade cresce em todo o mundo. Há nove anos, apenas 20 empresas utilizavam as diretrizes do Global Reporting Initiative. Hoje, são 1,5 mil. A cada dia se percebe um cuidado maior com o aspecto metodológico dos relatórios, com a clareza e consistência das informações e com a integração dos dados de performance socioambiental com a estratégia dos negócios", afirma Ricardo Voltolini, diretor da consultoria Idéia Sustentável.

Entre as tendências apontadas pelo consultor estão a busca por formatos mais criativos, os painéis de stekaholders, as auditorias externas e o uso dos relatórios também por parte de governos e organizações da sociedade civil.

Transporte do trabalhador

O relatório do GreenBiz sinaliza uma mudança no comportamento dos norte-americanos em relação ao transporte. Desde a Segunda Guerra Mundial, a tendência dominante tem sido marcada pelos motoristas solitários. A entrada das mulheres no mercado de trabalho, as altas taxas de natalidade, a maior disponibilidade de carros, assim como a migração de casas e locais de trabalho para os subúrbios são alguns dos fatores que reforçaram essa tendência.

Os índices de aluguel de carros também decaíram desde o começo dos anos 80, quando aproximadamente 20% dos trabalhadores iam para o trabalho em grupos. O modelo entrou em colapso devido à valorização do tempo no mercado de trabalho.

Porém, a permanência do preço alto da gasolina fez o transporte público renascer. Em 2007, os americanos registraram uma média de 50 milhões de viagens em transporte público a mais em comparação com os anos anteriores.

O índice GreeBiz identifica como uma tendência a retomada dos modos coletivos de transporte, mas classifica como "navegando" o estado dessa prática, sem muitas possibilidades de crescimento.

Eficiência energética

Desde 1950, o uso de energia, medido por dólares do PIB, caiu mais de 75%. O uso de energia agregado é o mesmo de 1968, embora a economia seja três vezes maior atualmente. Muitos esforços das empresas para diminuir a energia consumida por produtos e processo estão relacionados com as novas tendências da economia. Por exemplo, a produtora de iogurtes Stonyfield Farm reduziu seu consumo de energia e emissões de carbono associadas ao produto em um terço na última década.

O relatório classifica como "nadando" o estado das empresas em relação a melhoria da eficiência energética.

Sistemas de administração ambiental

O crescimento dos sistemas para administração ambiental tem se mostrado lento, porém contínuo, segundo relatório da GreenBiz. Em todo o mundo, as empresas buscam certificações ambientais como o ISO 14001 para diminuir os impactos ambientais provocados por suas atividades e atestar a boa cidadania corporativa. Os Estados Unidos continuam na 7ª posição no ranking dos 10 países com maior quantidade de certificados do ISO 14001, com cerca de 5585 certificações.

O índice do GreenBiz classifica como "navegando" o estado das empresas norte-americanas nessa prática.

Uso de energia renovável

A geração de energia renovável cresceu de 81 bilhões de megawatts/hora (MWh) em 2000, para 96 bilhões em 2006, de acordo com o departamento de energia dos Estados Unidos. No entanto, essa modalidade representa pouco mais de 2% do total de geração de eletricidade, quase a mesma porcentagem de 1995. A razão óbvia: o consumo da eletricidade cresceu tanto quanto o uso de renováveis, exigindo mais fábricas de combustíveis fósseis poderosas.

O índice GreenBiz classifica como "navegando" o progresso das empresas em relação ao uso de energias renováveis. Mas ressalta que, os ganhos nessa área foram compensados pelo aumento do consumo de energia.

Veja mais no site: www.ideiasocioambiental.com.br

 

 

Gazeta Mercantil
OS AMERICANOS E OS NEGÓCIOS VERDES

RICARDO VOLTOLINI - Publisher da revista Idéia Socioambiental

Os norte-americanos, como se sabe, são pródigos em fazer estatísticas sobre tudo, estudar tendências e prever o futuro com base em análises de cenários. Não por acaso, lá proliferam os futurólogos, os rankings e os relatórios.
O Greenbiz.com., portal especializado em sustentabilidade, publicou recentemente, a partir da análise de 1000 notícias veiculadas em suas páginas e em outros três portais do grupo, um relatório denominado "O Estado dos Negócios Verdes", no qual identificou os 10 principais temas do movimento da sustentabilidade entre empresas daquele País. Destes, a coluna elegeu quatro para fazer uma comparação com a realidade brasileira, guardadas, é claro, as óbvias diferenças. São eles:

1 - Esquenta o comprometimento com o clima

Segundo o portal, no último ano, a maioria das empresas norte-americanas só pensou naquilo: redução de emissões de carbono. Mais do que pensar, especialmente as líderes fizeram questão de anunciar publicamente seus compromissos para a contenção do aquecimento global com percentuais ousados e prazos também ousados, em parte - vale ressaltar - porque sabem que este tipo de demonstração de atitude tem sido cada vez mais valorizada pelo consumidor.

Algumas corporações importantes, como a Xerox, por exemplo, festejaram ter cumprido antes do tempo metas estabelecidas nos últimos quatro anos. E prometem mais.

Lá como cá, no Brasil, o interesse pelo tema só faz crescer. A diferença entre os dois países está, ao que parece, no timming de engajamento. Há mais tempo na guerra, as principais empresas americanas apresentam-se um degrau acima. Passada uma primeira onda de ações de compensação, com muitas companhias brasileiras plantando árvores para quitar o passivo do seu carbono, só agora começam a surgir por aqui os primeiros e esparsos anúncios de redução de emissões de CO2. Ainda muito tímidos, é verdade. As metas voluntárias variam conforme o tipo de negócio e o nível de amadurecimento da empresa para o tema.

Enquanto nos EUA as 10 maiores companhias se uniram para avaliar a capacidade do país de produção de gases do efeito estufa para reduzi-la 15% em 15 anos, aqui as iniciativas ainda seguem sendo poucas, individuais e isoladas. Lá, empresas e governos já sentam à mesma mesa para debater o tema. Aqui, muito pouco ou quase nada.

Cético, o GreenBiz.com acha que, nesse território, o caminho a percorrer é longo e tortuoso. Entre outras razões, porque, a despeito da boa vontade, cerca de um terço das empresas norte-americanas não dispõem de um método para monitorar as suas próprias emissões.

2 - Empresas automobilísticas entram finalmente na engrenagem
Para o GreenBiz.com, o interesse das montadoras por ações verdes pisou no acelerador no último ano. E isso ocorreu graças, sobretudo, ao aumento no preço dos combustíveis, o que amplia a demanda do consumidor por carros menores e eco-eficientes.

Nos EUA, observa-se um crescimento expressivo na fabricação de veículos híbridos, elétricos, com combustíveis eficientes ou alternativos. Lá, diferentemente daqui, os governos estão empenhados nesse movimento. Um bom exemplo é o do prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg. Seguindo a direção adotada por Boston e São Francisco, ele resgatou um plano antigo de substituir a frota de 13 mil táxis da cidade por veículos híbridos. E até definiu um horizonte próximo: 2012.

No Brasil, as montadoras tratam os carros híbridos elétrico-álcool como estudos experimentais de longo prazo. Não há nenhuma previsão de lançamento de modelos com este tipo de tecnologia. O velho e bom motor flex continua sendo a nossa grande contribuição tecnológica para o clima do planeta.

3 - O mercado verde está de volta

O mercado verde, segundo a GreenBiz.com, tomou novo impulso nos EUA. E hoje produtos ambientalmente responsáveis já podem ser vistos, em quantidade e variedade, em lojas dos mais diferentes segmentos. A Home Depot é um exemplo da tendência. Seu programa Opções Verdes apresenta um portifólio de 2500 itens. Até 2009, deve chegar a 6.000.

No Brasil, os produtos verdes já não se limitam, como em outros tempos, a alimentos orgânicos. Por aqui já se vê, em vitrines e prateleiras, cosméticos, roupas, material escolar e produtos de limpeza e higiene entre outros ambientalmente responsáveis.

Até onde, e o quanto eles, de fato, são "verdes", esta é uma outra história. Nos EUA, os consumidores têm se mostrado muito céticos em relação à "veracidade" dos anúncios comerciais verdes a ponto de a Comissão Federal de Comércio de lá admitir a possibilidade de uma regulação mais rígida da propaganda baseada no tema.

4 - Os grandes se curvam

Para o portal, a sustentabilidade é coisa de gente grande. Não por outra razão, as grandes corporações têm liderado o movimento de inserção do conceito em suas estratégias negociais. Citando iniciativas como as da Dupont, General Eletric, Wal-Mart e Google, que estão adicionando o valor do tema a seus negócios, a partir da criação de tecnologias e linhas de produtos inteiramente focadas em baixo impacto ambiental, o portal indica esta como uma das tendências mais claras no cenário norte-americano.

Aqui não tem sido diferente. Uma das razões apontadas para a baixa adesão das empresas de médio e pequeno porte está no fato de que, para a maioria delas, a sustentabilidade ainda é vista como um risco e um custo. Para as líderes, ao contrário, representa uma oportunidade e um investimento.

kicker: No Brasil, as empresas de pequeno e médio porte ainda vêem a sustentabilidade como um risco e um custo.