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Esta é uma coletânea diária das notícias sobre
meio ambiente divulgadas nos mais importantes jornais do país. (Segunda-feira,
23 de Junho de 2008) DENISE JULIANI - Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - De olho na crescente demanda por informações sobre sustentabilidade, a área de gestão de recursos do grupo HSBC está finalizando um ranking das empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Trata-se de um serviço de avaliação das companhias sob critérios socioambientais e de governança corporativa, voltado principalmente aos investidores institucionais. "Com o investment grade conquistado pelo Brasil, é esperado um aumento das aplicações de investidores institucionais estrangeiros, cujas exigências em termos de sustentabilidade das empresas em que aplicam são crescentes", conta Pedro Bastos, principal executivo da HSBC Global Asset Management. "O desenvolvimento da área de sustentabilidade começou há um ano e, inicialmente, o que se buscou foi o engajamento das empresas com as melhores práticas de sustentabilidade e governança corporativa", explica Paula Peirão de Oliveira, analista de sustentabilidade da asset. A abordagem começou com as 50 empresas cujas ações estão na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da bolsa paulista, ou seja, aquelas que já passaram por algum tipo de filtro, mas a idéia é ampliar o ranking de sustentabilidade para o universo de 200 ações que são acompanhadas pelos analistas da asset. Embora o ISE seja um indicador reconhecido pelos gestores do HSBC, que inclusive tem um fundo de investimentos referenciado nele, a intenção é criar sua própria base de dados. CENTRO DE EXCELÊNCIA A metodologia de avaliação das empresas foi desenvolvida pelo centro de excelência em sustentabilidade do grupo HSBC que fica em Paris. O método tem critérios diferenciados para 24 setores da economia e foi "tropicalizado" para sua aplicação pela unidade brasileira, conta a analista. "Cada segmento tem suas características específicas e os critérios são ajustados de modo a avaliar melhor cada um deles", diz. A equipe européia é formada por seis profissionais - quatro analistas e dois desenvolvedores de produtos de investimento com foco em sustentabilidade. Fora da Europa, apenas o Brasil - a própria Paula - e a Índia, possuem um analista destacado exclusivamente para a função. Segundo Pedro Bastos, a demanda por informações sobre a atuação socioambiental e de governança corporativa das empresas parte dos próprios investidores. "A sustentabilidade hoje é um nicho dentro da área de gestão, mas esperamos que no futuro esta divisão acabe e todos os investimentos sejam submetidos a estes critérios", afirma. Segundo Pedro Bastos, a experiência em investimentos sustentáveis do HSBC no Brasil será o ponto de partida para que o conceito se dissemine para as demais unidades da instituição na América Latina, como México, Costa Rica, El Salvador, Colômbia, Argentina, Panamá e Chile.
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