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Esta é uma coletânea diária das notícias sobre
meio ambiente divulgadas nos mais importantes jornais do país.
Boa leitura!
(Segunda-feira,
27 de Maio de 2008)
Gazeta Mercantil
BOVESPA INICIA PROCESSO PARA PARTICIPAÇÃO NA CARTEIRA DO ISE
O questionário para a reavaliação das empresas que fazem parte do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) da Bovespa já está a disposição das companhias. Atualmente a carteira do índice, que estará em vigor até novembro deste ano, é composta por ações de 31 empresas, representando 13 setores Elaborado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV-EAESP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas), o questionário é o primeiro passo para a manutenção das empresas que já estão ou que queiram participar do nova carteira do ISE, que será atualizada em 01 de dezembro.
Segundo comunicado da Bovespa, podem ser candidatas as empresas emissoras das 150 ações mais líquidas da bolsa. Mas será selecionadas no máximo 40. O documento final será definido com base nas contribuições recebidas na consulta pública e submetido à aprovação do Conselho Deliberativo do ISE.
A primeira carteira do ISE entrou em vigor em 1º de dezembro de 2005, a partir de metodologia desenvolvida pelo Centro de Estudos de Sustentabilidade com o apoio financeiro do International Finance Corporation (IFC). Sua formulação tem como base o conceito internacional "Triple Botton Line" que prevê a avaliação de forma integrada das dimensões econômico-financeiras, sociais e ambientais das empresas, acrescidas. O Conselho do ISE é composto pelas seguintes entidades: Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar), Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais), Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), Bovespa, IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, IFC (International Finance Corporation), Ministério do Meio Ambiente e PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). O questionário para avaliação das candidatas já está disponível para consulta pública no site www.isebovespa.fgvsp.br/sugestoes.
Até 17 de junho, os interessados podem enviar comentários e sugestões para a elaboração da versão final do documento. No dia 3 de junho haverá uma audiência pública de esclarecimento sobre o questionário, que será realizada na FGV.
Revista ISTO É Dinheiro nº 555
ENTREVISTA EDUARDO PUGLIESE
Eduardo Pugliese, advogado e sócio do escritório Souza, Schneider e Pugliese, especializado em direito tributário.
IE: A Receita Federal taxou em 32% a venda de crédito de carbono. Isso pode inviabilizar a participação de empresas brasileiras nesse mercado?
EP: Sem dúvida. Trata-se de um alíquota elevada que vai exigir que o empresário faça uma análise muito apurada da relação custo-benefício em converter a produção ou adotar mecanismos produtivos baseados no preceito da sustentabilidade.
IE: O que o sr. recomendaria às empresas que estão aptas a entrar nesse mercado?
EP: O ideal é esperar. A norma foi editada em 10 de março, por meio de uma solução de consulta, e passou despercebida. A tendência é que haja uma pressão sobre o órgão para rever esse dispositivo.
IE: Isso demonstra que o discurso do governo em prol da sustentabilidade está dissociado da prática?
EP: Creio que sim. A queda da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ajuda a confirmar isso. Nunca foi segredo para ninguém que Marina sempre enfrentou forte oposição dentro do governo. Os embates se davam especialmente com o Ministério da Agricultura, que defendia a expansão da produção muitas vezes sem considerar o impacto ambiental. A saída da ministra mostra que o governo fez uma opção.
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