Mercado de Carbono

O mercado de carbono funciona através da comercialização de certificados de emissão de gases do efeito estufa em Bolsas de Valores, fundos ou através de brokers, onde os países desenvolvidos podem comprar créditos derivados dos mecanismos de flexibilização. Esse processo de compra e venda de créditos se dá a partir dos projetos de MDL que podem ser ligados a reflorestamentos, ao desenvolvimento de energias alternativas, eficiência energética, controle de emissões e outros.

o mercado global de carbono vem se consolidando como um grande filão. De acordo com levantamento do Banco Mundial, a movimentação financeira em 2007 foi de US$ 64 bilhões, mais que o dobro da registrada no ano anterior (US$ 25 bilhões).

O Brasil ocupa a terceira posição mundial entre os países que participam desse mercado, com cerca de 5% do total mundial e 268 projetos. A expectativa inicial era absorver 20%.

A Nova Zelândia foi o primeiro país fora da UE a aprovar e implantar o seu próprio esquema de comércio de emissões (Emissions Trading Scheme – ETS, em inglês), ativo desde 2010. Califórnia e Austrália estão avançando no mesmo caminho e outros países, como China, Coreia do Sul, México e Brasil têm iniciativas menos desenvolvidas, mas também neste sentido.

O mercado de carbono da BM&FBOVESPA é um sistema eletrônico de negociação ágil, seguro e transparente, com funcionamento via internet, para realização de leilões de créditos de carbono, gerados tanto nos projetos ligados ao Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) como no âmbito do mercado voluntário (aquele que não considera as regras, as metas ou os mecanismos estabelecidos no Protocolo de Kyoto. Esses leilões são agendados pela BM&FBOVESPA a pedido de entidades públicas ou privadas que desejem ofertar seus créditos ao mercado.

O mercado voluntário abre as portas para a inovação, já que não tem muitas regras pré-estabelecidas como no Protocolo de Quioto, e para projetos de menor escala que seriam inviáveis sob Quioto.

O Protocolo de Quioto, portanto, representa o “Mercado Regulado”, também chamado Compliance, onde os países possuem metas de reduções a serem cumpridas de forma obrigatória.

Existe, por sua vez, um Mercado Voluntário, onde empresas, ONGs, instituições, governos, ou mesmo cidadãos, tomam a iniciativa de reduzir as emissões voluntariamente. Os créditos de carbono (VERs - Verified Emission Reduction) podem ser gerados em qualquer lugar do mundo e são auditados por uma entidade independente do sistema das Nações Unidas.

As negociações no ambiente voluntário são guiadas pelas regras comuns de mercado, podendo ser efetuadas em bolsas, através de intermediários ou diretamente entre as partes interessadas. A convenção para a transação dos créditos é o CO2 equivalente.
 

Algumas características dos Mercados Voluntários são:

Créditos não valem como redução de metas dos países;
A operação possui menos burocracia;
Podem entrar projetos com estruturas não reconhecidas pelo mercado regulado, como o REDD;
O principal mercado voluntário é o Chicago Climate Exchange, nos EUA.
 

As Bolsas voluntárias são:

ECX - Bolsa do Clima Européia
NordPoll - (Oslo)
EXAA - Bolsa de Energia da Áustria
BM&F (Brasil) - Por enquanto somente trabalha com o leilão de créditos de carbono.
New Values/Climex (Alemanha)
Vertis Environmental Finance (Budapeste)
Bluenext, antiga Powernext (Paris)
MCX - Multi-Commodity Exchange (Índia)