Cada vez mais aumenta a busca por práticas adotadas antes, durante e após os trabalhos de construção com o intuito de obter uma edificação que não agrida o meio ambiente, com melhor conforto térmico sem a necessidade, ou com necessidade reduzida, de consumo de energia, visando à qualidade de vida dos seus usuários, além da redução do consumo de materiais e energia, minimizando os impactos ambientais provocados pela construção.

Segundo dados do Conselho Internacional da Construção (CIB), estima-se que mais de 50% dos resíduos sólidos gerados pelo conjunto das atividades humanas sejam provenientes da construção. Além dos impactos relacionados ao consumo de matéria e energia, há aqueles associados à geração de resíduos sólidos, líquidos e gasosos.

“Ao se falar a respeito de construção sustentável, o grande desafio é superar a distância entre a teoria e a prática. Neste sentido, as normas técnicas são instrumentos indispensáveis para o desenvolvimento da construção sustentável, na medida em que elas constituem em um meio para as empresas desenvolverem suas economias, a criação e manutenção de um ambiente construído digno para a sociedade, resguardando princípios ecológicos e promovendo o uso eficiente dos recursos,” relata Paulo Eduardo, superintendente do Comitê Brasileiro de Construção Civil (ABNT/CB-02).

Visando esses princípios, a ABNT disponibiliza diversas normas para tornar sua construção sustentável, como a ABNT NBR 15112:2004 - Resíduos da construção civil e resíduos volumosos - Áreas de transbordo e triagem – Diretrizes, que fala sobre como projetar, implantar e operar uma área de transbordo e triagem. Fundamental para a gestão correta dos resíduos sólidos, reduzindo os impactos no ambiente.

A ABNT também disponibiliza normas específicas sobre o uso de blocos de vidro na construção civil, como a ABNT NBR 15215-1:2005 – Iluminação natural – Parte 1: Conceitos básicos e definições. Esses blocos são muito utilizados na construção de paredes para realçar a iluminação natural e reduzir o consumo de energia.

Além da iluminação natural, também existe normas sobre aquecimento solar da água; o reaproveitamento da água da chuva em coberturas de áreas urbanas; tanques sépticos no caso de não existir esgoto; tijolo de solo-cimentos; área descartada de fundição, entre diversas normas que pode auxiliar os Pequenos Negócios a tornar sua construção sustentável.

Qualquer construção seja uma casa, uma loja ou uma simples reforma, sempre envolve a questão empresarial e humana. Construir uma obra em um local seguro, saudável e com qualidade de vida é a parte humana. Qualidade na construção, o uso racional dos recursos para que a obra seja sustentável e gere resultados esperados é a questão empresarial. Nos dois casos a sustentabilidade é um fator determinante para o sucesso.

Uma dedicação sustentável começa antes mesmo da construção com a escolha de materiais menos agressivos, duráveis e que exijam o mínimo de impacto possível para sua obtenção.

O Sebrae tem uma parceria com a ABNT e oferece gratuitamente, mediante cadastro, uma coleção de normas técnicas para os Pequenos Negócios. São várias normas disponíveis que podem auxiliar os empresários a tornar seu empreendimento sustentável, o que é um diferencial competitivo aos Pequenos Negócios.

Saiba mais através do site www.abnt.org.br/paginampe.