Acontecerá em dezembro deste ano, em Paris, a conferência internacional, COP 21 - reunião anual de todos os países que querem tomar medidas para o clima. O objetivo desta reunião é gerar um novo acordo global referente às mudanças climáticas, para entrar em vigor em 2020.

Como preparação para a COP 21, aconteceram, na cidade alemã de Bonn, importantes negociações com o ob­jetivo de desenvolver um esqueleto do documento a ser discutido em dezembro. Após amplos debates e dis­cussões, a carta base foi fechada, com 34 páginas.

Inicialmente com 20 páginas, o texto foi acusado de só refletir as visões dos países ricos, uma vez que houve falta de uma maior diferenciação entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento. Além disso, foi apontado que o trecho referente a financiamento estava fraco, com linguagem que não é típica em um acordo com força de lei.

“O texto anterior parecia muito fraco, e esta versão contém opções que podem levar a um acordo forte em Paris”, disse Mark Lutes, do World Wild Fund for Nature (WWF) - entidade internacional voltada para a proteção do meio ambiente.

Vários dos acréscimos foram realizadas pelo Brasil, como membro do G77, grupo com mais de 130 países em desenvolvimento, onde pode-se citar a inclusão no texto de comentários sobre descarbonização da economia até o fim do século. Além do detalhamento aos mecanismos de perdas e danos, fundamentais para os países africanos e pequenas ilhas.

Acesse a carta completa no link: http://unfccc.int/files/adaptation/application/pdf/mechanical_light_editing.pdf