Na edição de hoje, do jornal Bom Dia São Paulo, da Rede Globo foi veiculada a matéria Piso tátil que leva à canteiro atrapalha locomoção de deficientes, diz usuário da CPTM em Suzano”.

Na ocasião, a CPTM disse que, de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), é correta a utilização da mureta como guia de balizamento. O usuário pode se deslocar para qualquer um dos lados. Porém, não é bem assim. Segundo a coordenadora da Comissão de Estudo de Acessibilidade na Comunicação (CE - 040:000.003 ), pertencente ao Comitê Brasileiro de Acessibilidade (ABNT/CB-040), a aplicação da sinalização tátil direcional deve orientar o deslocamento da pessoa com deficiência visual de forma igual ao fluxo das demais pessoas, na área pavimentada de acesso à estação. Confira a reprodução da Nota de Esclarecimento enviado ao telejornal:


NOTA DE ESCLARECIMENTO

 

Referente à matéria veiculada hoje, no Telejornal Bom Dia São Paulo, da Rede Globo “Piso tátil que leva à canteiro atrapalha locomoção de deficientes, diz usuário da CPTM em Suzano”, a ABNT informa que a aplicação da sinalização tátil direcional deveria orientar o deslocamento da pessoa com deficiência visual de forma equivalente ao fluxo das demais pessoas, na área pavimentada da praça de acesso à estação. Dessa forma, entende-se que a sinalização tátil direcional não atende a este requisito de orientar o deslocamento desde a origem até o destino, uma vez que a sinalização está interrompida pelo canteiro / área ajardinada.

O que dizem as normas ABNT NBR 9050:2015 e ABNT NBR 16537:2016:

- A sinalização tátil direcional no piso consiste em demarcações para auxiliar na orientação de determinado percurso em um ambiente edificado ou não e compreende a sinalização de alerta e a sinalização direcional, respectivamente, para atendimento a quatro funções principais: orientar o sentido do deslocamento seguro, informando as mudanças de direção ou opções de percursos; informar sobre a existência de desníveis ou outras situações de risco permanente, bem como o posicionamento adequado para o uso de equipamentos ou serviços.

- Em áreas de circulação onde seja necessária a orientação do deslocamento da pessoa com deficiência visual deve haver sinalização tátil no piso, desde a origem até o destino, passando pelas áreas de interesse, de uso ou de serviços. Essa sinalização deve informar as mudanças de direção ou opções de percursos e indicar as travessias de pedestres.

- O projeto da sinalização tátil direcional no piso deve considerar todos os aspectos envolvidos no deslocamento de pessoas com deficiência visual, como fluxos de circulação de pessoas e pontos de interesse e deve também seguir o fluxo das demais pessoas, evitando-se o cruzamento e o confronto de circulações. A sinalização tátil direcional deve estar no eixo da faixa livre da calçada. Em calçadões ou passeios localizados em parques ou áreas não edificadas, a sinalização tátil direcional deve ser posicionada de acordo com o fluxo de pedestres. O projeto deve, ainda, considerar a padronização de soluções para um mesmo edifício / logradouro.