O projeto de norma 37:000.03-009 — Vidros revestidos para controle solar – Requisitos para manuseio e processamento está próximo de ser publicado pela ABNT. Elaborado pelo Comitê Brasileiro de Vidros Planos (ABNT/CB-37), o texto está em consulta nacional até 4 de dezembro — e pode ser consultado no site bit.ly/consultaABNT.

A norma será um complemento da ABNT NBR 16023 — Vidros revestidos para controle solar – Requisitos, classificação e métodos de ensaio, como explica Wagner Domingues, coordenador da comissão de estudos, que também é engenheiro de aplicação da Cebrace: “O texto pretende padronizar a produção e melhorar a capacitação da mão de obra de empresas que beneficiam o produto, afinal ele exige um tratamento diferenciado do float comum”.

A têmpera deverá ser feita com fornos adequados à emissividade de cada vidro. A laminação também terá cuidados especiais: para produtos com prata, deverá seguir as recomendações do fabricante. “É preciso desmitificar os vidros de valor agregado, pois eles não são difíceis de trabalhar”, sugere Domingues.

Algumas das novas recomendações:

– Estocar o vidro em armazéns ventilados e cobertos, a 15 m das portas de entrada;

– Controlar o tempo de estocagem por meio da rastreabilidade do produto (tempo máximo de estocagem recomendado é de até seis meses para vidros com prata);

– Manusear o produto somente com luvas recomendadas pelo fabricante;

– Usar óleo de corte parafínico (sem derivados do petróleo) e evaporativo;

– Sempre cortar o vidro com a metalização para cima;

– A água de lapidação deverá ter pH controlado entre 6,5 e 7,5;

– Depois da lapidação, a lavagem deverá ser feita com água desmineralizada.

Fonte: Associação Brasileira de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos (Abravidro). Este texto foi originalmente publicado na edição 539 (novembro de 2017) da revista O Vidroplano.