Nova versão da NBR 14.925, publicada no final de março pela ABNT, pretende aumentar uso desse material no Brasil

A revisão da NBR 14.925 — Elemen­tos construtivos envidraçados resistentes ao fogo para compar­timentação já está disponível. Publicado pela ABNT no final de março, o novo texto utilizou como base o documento europeu de classificação de resistência ao fogo (EN 13501-2) e traz diversas novidades, incluindo a inserção de um vidro interme­diário, tendo a possibilidade, com isso, de garantir o aumento do uso desse tipo de material em nosso país.

Escopo maior

O conceito “redução de radiação” pode ser considerado como o ponto mais im­portante da nova versão, explica Paulo Penna de Moraes, gerente técnico co­mercial da Vetrotech Saint-Gobain para a América Latina e secretário da comissão de estudo que revisou a norma. “Antes, existiam somente as classificações para­-chamas (conhecida pela sigla E) e corta­-fogo (EI), elementos que se posicionam nos extremos em uma escala de trans­missão de calor.”

Os vidros E resistem ao fogo, mas não funcionam como barreira ao calor. Os EI garantem integridade e também isola­mento térmico — no entanto, são pesados e caros, inviabilizando sua utilização em muitos projetos.

Solução ampla

Para resolver a questão, o documento se iguala à situação europeia e passa a consi­derar um vidro intermediário, o EW, conhe­cido como “redutor de radiação”. Com ele, itens compostos de materiais combustíveis a mais de 1 m de distância do envidraça­mento não entrarão em ignição espontânea.

“Essa característica garante o melhor custo-benefício entre as classificações e permitirá uma grande versatilidade no uso em compartimentações. Basta aplicar pe­quenas e simples adaptações no projeto arquitetônico”, destaca Moraes.

Outras mudanças

Vale citar mais novidades da norma revisada:

- Utilização das mesmas siglas utilizadas no tex­to europeu para definir os critérios de classi­ficação, facilitando assim o intercâmbio de in­formações de produtos importados e evitando erros gerados por questões de linguagem;

- Inclusão da exigência de ensaio em sistema úni­co e indissociável. Ou seja, o relatório de ensaio homologa o conjunto como um todo (vidros + esquadrias + vedações + fitas intumescentes etc.) e não suas partes independentes;

- Inclusão das dimensões dos corpos de prova e o campo de aplicação real de um ensaio;

- Inclusão da curva “tempo x temperatura de fogo externo”, utilizada para ensaios de ele­mentos, que serão atacados por incêndios lo­calizados, no lado externo da edificação.

Fonte: Abravidro/Revista O Vidroplano