Resultado de parceria entre a ABNT e o Sindiplanos, o programa de certificação foi lançado no dia 25/06, em São Paulo.

A iniciativa, destinada a disseminar as melhores práticas do mercado de corretagem de planos de saúde e odontológicos, trazendo mais transparência e profissionalismo ao setor, é resultado de parceria entre a ABNT Certificadora e o Sindicato das Corretoras de Planos de Saúde e Odontológicos do Estado de São Paulo (Sindiplanos).

As empresas serão avaliadas pela ABNT, como certificadora independente, atendendo a um programa que avaliará conhecimentos, habilidades e competências. Ao final do processo, as corretoras aprovadas receberão o Selo de Qualidade, um atestado de que adotam as melhores práticas de corretagem de planos de saúde e afins. O certificado terá validade de um ano e poderá ser renovado mediante auditorias anuais de manutenção.

“O Sindiplanos tem atuado como entidade “nucleadora” das melhores práticas do mercado de corretagem de planos de saúde e odontológicos, e irá declarar tais práticas na forma de um conjunto de requisitos, já que não existe Norma Brasileira para a padronização das atividades do setor”, informa Moacir Marques Pereira, diretor de Desenvolvimento Organizacional da Viva Saúde Consultoria e Corretora de Seguros e idealizador do programa de certificação.

Para se habilitar à certificação, a empresa deve ser associada ao Sindiplanos, atuar formalmente no mercado há pelo menos três anos e ainda comprovar atendimento aos seguintes requisitos: obrigações financeiras, fiscais e tributárias; adequações de instalações; adequações de organogramas; procedimentos ou fluxogramas para atividades críticas; controle de documentos físicos e eletrônicos; política de segurança de informações; código de ética/conduta; e relacionamento de mercado.

A conquista do Selo, entre outros fatores, deverá agregar maior credibilidade para as corretoras e, segundo Pereira, é interessante para todos os envolvidos, desde os beneficiários, operadoras até outras entidades de classe ou órgãos reguladores. “Além disso, a operação de uma corretora detentora do certificado certamente representará maior segurança para qualquer operadora, seguradora, administradora ou beneficiário, o que, no fim do ciclo, poderá ser mensurado por meio da redução de custos para todos, já que as melhores práticas tenderão a reduzir as despesas relacionadas à falta de qualidade e à não conformidade regulatória”.