Melhorias e aumento da credibilidade do manejo florestal brasileiro foram discutidos hoje (13/11) pela ABNT e pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema) em reunião realizada virtualmente. Na pauta que tinha como tema “ Sistema de controle de transporte de produtos madeireiros, fragilidades e soluções para o Brasil”, outras entidades que também participaram discutiram sobre a preocupação em condensar todas nas normas e legislações existentes em todos os níveis, tanto estadual quanto federal, em uma revisão do Marco Regulatório, fazendo com que as definições e ações sejam mais claras e transparentes, desburocratizando todos os processos que envolvem o tema aumentando assim, a confiança no produto e a credibilidade do Brasil no mercado internacional.

Foi apresentada durante a reunião o Sistema que visa auxiliar e controlar a comercialização e transporte de produtos florestais no estado do Mato Grosso (Sisflora), cuja responsabilidade é da secretaria de Meio Ambiente do Estado do Mato Grosso (Sema/MT). Além disso, também foi apresentada a Estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI) que constitui um conjunto de metas para auxiliar no cumprimento de seus objetivos, que são captar recursos para o Estado de Mato Grosso objetivando a expansão e aumento da eficiência da produção agropecuária e florestal, conservar os remanescentes de vegetação nativa, recompor os passivos ambientais e incluir socioeconomicamente a agricultura familiar, e gerar a redução de emissões e sequestro de carbono, mediante o controle do desmatamento e o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono.

A presidente da Abema, Mauren Lazzarotti e também secretária do Meio Ambiente do Estado do Mato Grosso ressaltou a importância de trabalhar em parceria com a ABNT neste momento, para poder ter toda expertise tanto nacional, quanto internacional no que diz respeito às normas técnicas de manejo florestal.

“Estamos à disposição da Abema para fazer esse importante trabalho e contribuir da melhor maneira possível e com a agilidade necessária no que se tratar de normalização e certificação”, afirmou Mario William Esper, presidente da ABNT.

O grande objetivo dessa parceria é analisar todas as normas já existente e avaliar se existe a necessidade de elaborar novas normas, além de também atrelar a certificação em todo processo, para que esse esforço seja reconhecido internacionalmente, servindo como boa prática para todos os nove estados que compõem a Amazônia Legal.

Para exemplificar como é possível alcançar todos os objetivos e ter sucesso nessa parceria, Mario William convidou o diretor de Certificação da ABNT, Antonio Carlos Barros de Oliveira para falar sobre a certificação do Algodão Social, que há quase 12 anos vem sendo destaque no Estado do Mato Grosso.

“Desde a safra 2007/2008, o Instituto Algodão Social (IAS) vem ampliando as adesões de produtores interessados em obter o Selo de Conformidade Social, um mecanismo pioneiro de certificação na agricultura brasileira que atesta a origem do produto cultivado por empreendedores rurais do Estado de Mato Grosso, bem como o respeito aos direitos dos trabalhadores no campo. Essa iniciativa tem a parceria da ABNT, que realiza as auditorias e garante a total transparência dos processos”, complementou Antonio Carlos.

Como próximo passo, ficou definido que a ABNT, Abema e entidades parceiras vão marcar uma reunião técnica para avaliar e levantar o que já existe de normas e desenvolver um cronograma de curto e longo prazo definindo todas as ações.

Participaram dessa reunião: da ABNT, Mario William Esper – presidente; Ricardo Fragoso – diretor-geral; Nelson Al Assal Filho – diretor de normalização; Antonio Carlos Barros de Oliveira – diretor de certificação; Eduardo São Thiago – gerente de normalização internacional e equipe de comunicação. Da Abema, Mauren Lazzarotti – presidente; Magna Almeida – secretária executiva. Além desses, também participaram representantes da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Mato Grosso (Sema/MT), Panizi Advogados e Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem/MT).