O presidente da ABNT, Mario William Esper participou de uma live ontem (23/08) sobre "Os desafios para o futuro das Organizações", realizada por Haroldo Ribeiro, da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ).

Na live, Mario falou sobre a importância da ABNT para a gestão da qualidade das organizações, os órgãos parceiros da ABNT no Brasil e no mundo e como são feitas as relações com os mesmos, as dificuldades que a Associação enfrenta para cumprir a sua missão e sensibilizar a sociedade, indústria e governo, além dos desafios que as organizações no Brasil tendem a enfrentar com relação a implementação e prática das Normas Técnicas.

Mario também fez questão de ressaltar sobre os três grandes motivos que dão destaque à normalização no Brasil: o primeiro é a Lei de Liberdade Econômica, que afeta diretamente a normalização, pois se existir norma brasileira desatualizada com mais de 3 anos deve-se adotar uma norma internacional de igual teor. Por esse motivo, o trabalho tem sido intenso e é de suma importância que a participação seja ativa, tanto na normalização nacional, quanto internacional, para que seja possível defender os interesses e posicionamento brasileiro.

O segundo é a recente lei sancionada em 1º de abril, Lei 14.133, de licitações e contratos administrativos, que estabelece maior isonomia competitiva aos fornecedores de produtos e serviços para a administração pública, minimizando a concorrência desleal; margem preferencial para bens e produtos em licitações nacionais e internacionais que atendam às normas técnicas; e inclui obrigatoriedade de apresentação de prova de qualidade pelo fornecedor de produtos e serviços  através do atendimento às normas técnicas elaboradas pela ABNT.

E o terceiro que é o revogaço que o governo brasileiro está praticando, acompanhado pelo estabelecimento do Marco Regulatório que o Inmetro deve lançar em breve, e que vai desregulamentar a economia brasileira, indicando que para se elaborar um documento normativo, seja ele compulsório do governo ou do âmbito da ABNT, tem que ser elaborada antes uma análise de risco. Se essa análise de risco for alta, cabe regulamento técnico emitido pelo governo, que é obrigatório. Caso seja de médio ou baixo risco, cabe à ABNT elaborar norma.

Várias perguntas do público que acompanhou pelo Youtube também foram respondidas. Para conferir como foi na íntegra, clique aqui.