Uma Prática Recomendada, elaborada em parceria com a Abema e participação de especialistas de várias partes do país, foi lançada no último dia 25 de agosto.



Já está à disposição da sociedade a ABNT PR 1014 - Guia de requisitos e procedimentos básicos para combate a incêndio florestal, Prática Recomendada que oferece um guia para prevenção e combate a incêndios em áreas de vegetação, matas e florestas. O documento foi lançado na quarta-feira (25/08) em prestigiado evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e transmitido também pelo canal da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) no Youtube.

Na abertura, o presidente da ABNT, Mario William Esper, falou de sua satisfação em apresentar o documento normativo inédito, que chega em um momento de grandes mudanças climáticas, mostrando o dinamismo e o protagonismo da organização em temas estratégicos. A expectativa é de que a PR possa contribuir para que agências públicas governamentais ou não, o setor privado, a sociedade civil organizada e a população em geral tenham o conhecimento mínimo sobre o tema incêndios florestais.

Assim como a Fiesp, a Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema) prestigiou o evento. Junto com Esper, compuseram a mesa: Mario Hirose, diretor-adjunto do Departamento de Desenvolvimento Sustentável da Fiesp, representando o presidente Paulo Skaf; Mauren Lazzaretti, presidente da Abema e secretária de Estado do Meio Ambiente de Mato Grosso; Eduardo Trani, subsecretário de Meio Ambiente, representando secretário de Estado de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de Sõ Paulo, Marcos Penido; Ricardo Gambaroni, superintendente do Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo (Ipem), representando o presidente do Instituto Nacional de Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Marcos Heleno Guerson de Oliveira Junior.

Também participaram: Marta Gianicchi, secretária da Amazônia e Serviços Ambientais do Ministério do Meio Ambiente; Lilian Ferreira dos Santos, secretária Adjunta de Licenciamento Ambiental e Recursos Hídricos de Mato Grosso; Sergio Marçon, coordenador de Fiscalização e Biodiversidade da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente de São Paulo; Rogério Lin, superintendente do Comitê Brasileiro de Segurança Contra Incêndio (ABNT/CB-024); Coronel Paulo Barroso, coordenador do grupo de debates que elaborou a PR 1014; Ricardo Rodrigues Fragoso, diretor-geral da ABNT; e Nelson Al-Assal, diretor de Normalização da ABNT.

A amplitude da Prática Recomendada, que contempla desde características de incêndios até diferentes formas de combate, foi destacada por Mario William Esper, já anunciando que vai apresentar o documento à International Organization for Standardization (ISO), sugerindo que seja transformado em norma internacional. A PR foi elaborada em prazo recorde, três meses, com a colaboração de instituições públicas e privadas.

O Coronel Paulo Barroso, coordenador do grupo de debates que elaborou a PR 1014, falou sobre os principais aspectos do documento, que “é uma amostra de tudo que tem de ser feito em incêndios florestais”. Segundo ele, a PR possibilitará que governos e o setor privado entendam as ações básicas. “È o primeiro passo para que no futuro tenhamos normas mais específicas, para cada assunto abordado”.

Recorde

Mario Hirose, da Fiesp, ressaltou o período de três meses de elaboração da PR, “tempo recorde para que tenhamos algo de tamanha importância”. A partir do documento, ele acredita que a indústria terá papel fundamental no desenvolvimento de equipamentos e novas tecnologias para utilização nas ações de combate a incêndios florestais. “Espero que os governos sigam a PR, que é uma grande oportunidade de nos equipar além de estabelecer um padrão mínimo de capacitação”, afirmou.

Por sua vez, Ricardo Gambaroni, do Ipem, observou que as mudanças ambientais trazem uma situação explosiva, sendo necessário um ciclo completo de ações, não apenas no combate a incêndios, mas na responsabilidade de todos os envolvidos. Lembrou que é preciso trazer outros atores para colaborar no tema e deixar um futuro melhor para as próximas gerações.

Também Eduardo Trani, subsecretário de Meio Ambiente de São Paulo, exaltou a PR, que “vem no momento exato”. Referia-se ao recente incêndio no Parque Juquery, na Grande São Paulo, e lembrou que há 120 unidades de preservação cuja gestão difícil impõe constantes desafios, como normas e experiência em governança. “A PR mostra todos os problemas, mas temos que avançar”, disse ele, anunciando que o governo estadual pretende criar um Plano de Ações Climáticas até julho de 2022.

A presidente da Abema, Mauren Lazzaretti, manifestou seu entusiasmo com a elaboração da ABNT PR 1014, certa de que trará resultados significativos para a agenda ambiental: “Ficou primorosa não apenas pela qualidade e tempo de elaboração, mas pelo conteúdo com itens imprescindíveis”. Ela acredita que o documento despertará o interesse de outros colaboradores para aprimoramento do tema. Ao finalizar, pediu um salva de palmas em homenagem aos bombeiros florestais, que “acendem a chama de esperança”.

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